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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 22.01.17

Tenho mesmo que encarar a realidade de frente e resolver isto.

Nunca percebi o que era aborrecimento.


Claro que devo ter passado por um dia ou outro em que estava mais aborrecida, em que não saberia bem o que fazer do tempo mas, com muita franqueza, não me lembro.

 

Tenho sempre alguma coisa para fazer e há sempre alguma coisa que eu quero fazer. Tenho muitas vezes a sensação de que o dia tem horas a menos e que não consigo fazer metade do que queria.

 

Quando era criança e tinha mesmo muitas horas livres e passava muito tempo sozinha, sem irmãos, primos ou outras crianças na vizinhança, inventada muito: desenhava imenso, inventava e escrevia histórias, escrevia num diário, brincava aos detetives com os gatos (eu era o detetive e eles os suspeitos), fazia casas de esferovite para as bonecas, fazia roupinhas para as bonecas, espreitava para as casas dos vizinhos com uns binóculos e sei lá o que mais. E, quando aprendi a ler, li basicamente tudo o que me vinha parar às mãos, desde livros do tio Patinhas, livros antigos do meu pai, as revistas da minha mãe, até jornais e revistas antíquíssimas que encontrasse abandonadas numa arrecadação. Basicamente, arranjava sempre alguma coisa para fazer.

 

Hoje, continuo igual. Mas tenho uma casa, um trabalho, duas filhas pequenas e um gato. Felizmente tenho também uma família alargada e amigos.

 

E tenho um blogue que me traz muita realização pessoal.

 

E tenho muitas vontade de: ler, ouvir música, passear, ver filmes, ver séries, fazer yoga, meditar, aprender e inventar receitas novas e saudáveis, fazer roupinhas de bonecas, inventar atividades para fazer com as minhas filhas, pintar, escrever contos, entrar numa atividade qualquer, fazer caminhadas, ir ao cinema, ir ao teatro, ir a concertos.

 

Mas não dá minha gente, não dá! E, na minha tentativa diária de fazer uma data de coisas, pareço uma formiga presa dentro de uma caixa de papel, andando de um lado para o outro meio tresloucada e sem saber o que fazer.

 

Isto causa-me muito stress e muita frustração. Neste momento é algo que tenho mesmo que resolver. Tenho que aceitar que não consigo fazer tudo o que quero e descontrair. Tenho mesmo que deixar cair algumas coisas. Senão acabo o dia cansada, aborrecida, mal humorada e sem fazer, efetivamente, nada de jeito.

 

Para tentar resolver isto a primeira coisa que fiz foi decidir que, para mim, aos domingos não há Internet, nem no telemóvel, nem sequer para ver televisão (Netflix).  

 

A segunda coisa que vou fazer é trocar o sofá com chaise long por um sofá normal. Assim como assim, não tenho muito tempo para passar no sofá e uma chaise long, agradável e convidativa a olhar para mim todo o santo dia, parece-me um elemento desnecessário, provocador e gozão na minha própria casa.

 

O sofá que temos na sala é de tão boa qualidade (também foi baratíssimo convenhamos) que ao fim de pouco mais de um ano começou a desfazer-se. Bom a parte exterior, de pele falsa, começou a desfazer-se e a deixar a casa cheia de pedacinhos de plástico preto (ou lá que material é aquele). Aquilo ficou com um ar tão mau que comprámos umas mantas cor de rosa para colocar por cima dos sofás.

 

Mais cedo ou mais tarde vamos ter que comprar outro e já decidimos que não queremos mais com chaise long. Primeiro, porque ocupa muito espaço e a nossa sala é pequena. Depois, porque cada vez que me deito no sofá adormeço em 2 minutos e, de acordo com o médico  que o Milton consultou por causa das dores de costas, estar deitado no sofá é péssimo para a coluna. Por último, porque nem tão depressa vamos ter tempo para estar esparramados no sofá a ver filmes e séries, nem queremos. A nossa vida é outra e está excelente assim.

 

Preciso de um sofá onde seja obrigada a estar mais ou menos vertical da cintura para cima sob pena de adormecer instantaneamente. 

 

E, já que é para mudar, que seja para um sofá giro. 

 

Adorei este, pelas cores, pelo modelo, e por reunir as condições que quero. Até o preço é simpático (clicar na imagem para detalhes).

 

Para ser perfeito só lhe falta ter os pés brancos mas também não sejamos tão exigentes. Aceito este tal como é.

 

Gostam?

 

 

2 comentários

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    Purpurina 25.01.2017 16:47

    Na verdade tenho medo de me arrepender de me livrar da chaise long mas... deito-me ali e começo logo a ressonar. Já não tenho vida para isto. Tenho que manter as costas direitas no pouco tempo que tenho para estar no sofá.

    Pois, o sofá é mesmo fofinho. Posso sempre mandar pintar as patas que eu já não me aventuro nessas coisas (não tenho jeitinho nenhum). :P
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