Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sab | 28.11.20

Coisas de irmãos #2

Purpurina
  Fiquei um minuto inteiro sem ouvir barulho o que, num apartamento com três crianças pequenas (acordadas), é praticamente uma impossibilidade. Fui ao meu quarto, ao quarto deles... nada. Na cozinha ninguém, na sala também não.  Não suspeitei da casa de banho porque a porta estava fechada e não costumam ir para lá. Quando abri a porta da casa de banho, lá estavam os três, sentados numa roda, às escuras. A Lara, com uma lanterna, contava histórias assustadoras baixinho. (...)
Qua | 25.11.20

Eduardo #9

O leãozinho (ou dinossauro, ou urso)

Purpurina
Ele passa boa parte do tempo a rugir atrás de nós. Não estava muito habituada a isto, mas julgo que é mesmo assim que alguns rapazinhos são, não é? Hoje pede-me para desenhar coisas assustadoras no quadro magnético para, logo de seguida, sair a correr e a rugir de quadro em riste, atrás das irmãs. À parte de rugir, ele também adora dançar e... comer. Comer talvez seja a sua atividade preferida de todas. Julgo que, se pudesse, o Eduardo sentava-se em cima de um monte de (...)
Sex | 20.11.20

1ª semana de teletrabalho (e escola em casa) com 3 filhos pequenos

Purpurina
Vou dar-vos só uma imagem, de uma pequeníssima parte do meu dia: De manhã, já as crianças comeram e o Milton foi para o trabalho. Estou na reunião da manhã de teletrabalho, com câmara desligada e microfone desligado, só a ouvir, enquanto tento aquecer umas papas de aveia. Os miúdos deviam estar a ver desenhos animados na sala mas, como acontece sempre que estou ocupada, dois deles andam à minha volta a brigar um com o outro. A prioridade é impedir que o Eduardo suba a (...)
Qui | 12.11.20

Quando desligamos a televisão, acontecem coisas maravilhosas!

Purpurina
O Eduardo descobriu que tem voz. E que pode utilizá-la para exprimir a sua vontade. Com veemência. Este facto tem tornado as nossas manhãs e noites um pouco ensurdecedoras. Ocorre que temos apenas uma televisão. E o Ipad da casa avariou e não o substituimos. Ocorre ainda que existem mais duas crianças em casa que calham a não ter o mesmo gosto para programação televisiva. De modo que resolvemos a questão da única maneira que julgamos possível: ninguém vê televisão. Pronto. (...)
Ter | 10.11.20

Eu e ele votámos em partidos diferentes, nos Açores

Purpurina
Conversámos sobre isso, como conversamos sempre, e nem um nem outro tínhamos muita certeza em quem iríamos votar desta vez. Ele estava mais bem informado que eu acerca dos programas dos diferentes partidos. Eu, sem muita pujança mental para estudar programas eleitorais, decidi em quem votar já com o papel e a caneta na mão. Claro que votei de forma minimamente consciente, sabendo o que defende o partido em quem votei. Mas, o facto é que existem muitas coisas em jogo. Quando (...)
Sab | 07.11.20

A melhor amiga da Lara

Purpurina
Desde os 2 anos que a Lara tem o mesmo melhor amigo e a mesma melhor amiga. Tem outros amiguinhos, de quem gosta muito, mas estes sempre foram os "melhores amigos". São amigos que a Lara escolheu, crianças com quem sente uma afinidade especial. E eu, que não tinha amigos escolhidos por mim com esta idade, ainda estou a aprender sobre a dimensão destas amizades aos 6 anos. Hoje, aprendi mais um pouco. Ontem, a Lara disse-me que ia haver uma corrida na escola, entre as turmas do 1º (...)
Qui | 05.11.20

Ser prática, minimalista e feliz...

... a decorar a casa com coisas bonitas

Purpurina
Ontem, numa reunião de trabalho onde estavam várias mães de filhos pequenos, uma colega comentou que, se fosse dona de uma empresa, contrataria preferencialmente mães. A sua afirmação, para uma mãe de 3 filhos pequenos como eu, faz todo o sentido. Depois de ter sido mãe de um, dois e três filhos, a minha capacidade de simplificar, organizar, planear, gerir e executar chegou a níveis que nunca imaginei. E esta capacidade de organização não é opcional, é algo que se (...)
Ter | 03.11.20

E, de repente, senti-me uma boa mãe

Purpurina
Um dia uma amiga disse-me que os resultados do nosso trabalho na educação dos filhos demoram a chegar mas, quando chegam, são muito compensadores. A verdade é que, se um dia pensei que educar pessoas era fácil e até divertido, rapidamente me desfiz dessa ilusão. É desafiante! Muito mesmo. E, educar três criaturas fofas ao mesmo tempo, tem questões muito peculiares. Eles unem-me para nos desafiar, fazem mais confusão, pedem mais atenção, entre muitas outras coisas.  Claro (...)
Sex | 30.10.20

Curiosidades sobre mim #3

ASMR ou massagens cerebrais

Purpurina
  ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response, ou, "resposta sensorial meridiana autónoma") é uma sensação de relaxamento intenso sentido na parte de trás da cabeça. Parece que sinto isto desde sempre, mas só recentemente, quando encontrei vídeos no Youtube dedicados a isto, percebi o que era. Lembro-me perfeitamente da forma como me sentia relaxada ao ouvir o som do giz no quadro, quando uma professora de matemática escrevia os exercícios. Ela tinha uma forma muito suave (...)
Qua | 28.10.20

Covid-19 - Mudei de opinião sobre este assunto

Purpurina
  Quando tudo começou, ainda na China, começaram a soar alarmes na minha cabeça. Sou hipocondríaca e penso nas questões de saúde de uma forma exagerada. Quando o Covid-19 chegou à Europa, deixei de cumprimentar pessoas e de ir a convívios com muitas pessoas. Adiei viagens muito antes de tudo parar. Agi pelo medo e creio que isso era compreensível. Passei a desinfetar comida e a afastar-me das pessoas na rua. Aplaudi o confinamento e encarei-o como um sacrifício de poucos (...)
Sab | 24.10.20

Eduardo #8

O entusiasta

Purpurina
O Eduardo, com 2 aninhos acabados de fazer, está naquela fase fantástica em que se mostra eufórico a toda a hora. - Sempre que fica algum tempo sem me ver, ou ao pai, ou às irmãs, dá gritos de alegria quando nos volta a ver. - Quando encontramos amigos e familiares, corre para o colo deles e para os abraçar; - Dá gritos de alegria quando vê comida, quando lhe dou comida ou quando falamos em comida; - Se estiver para aí voltado, agarra-me na cara e dá-me muitos beijos (...)
Qua | 21.10.20

Lara #40

Quem vê caras...

Purpurina
A Lara foi passear com o pai. Quando regressam, pergunto à Lara, depois de falar um bocadinho com ela: "Então e o pai, divertiu-se?" Responde ela: "Divertiu." "Como é que sabes?", pergunto. "Ele estava com boa cara."
Dom | 18.10.20

Lara #39

A coordenadora

Purpurina
No sábado estivemos a fazer limpezas cá em casa.  Antes das limpezas expliquei à Lara que se conseguíssemos limpar tudo antes do fim da tarde, podíamos ir passear. Mas, para que tudo corresse bem era necessário que ela e os irmãos colaborassem. Expliquei-lhe que, por ser a mais crescida, teria uma grande influência no sucesso do nosso plano, pois os irmãos haviam de a querer seguir e imitar. Pedi-lhe que arrumasse os brinquedos do quarto e da sala com os irmãos, e fui (...)
Sex | 16.10.20

Maria #46

Purpurina
Depois da Maria ter passado o dia com os avós, estamos a ter as habituais conversas sobre se se divertiu, o que fez, o que comeu, etc. "Então Maria, o que comeste na casa da avó?" "Pães leitosos." responde a Maria. "O que são pães leitosos?", pergunto. Responde a Maria, de sobrolho franzido:  "Então não sabes o que são pães leitosos? São pães de vaca."
Qua | 14.10.20

Maria #45

Os idosos

Purpurina
Recentemente, a professora da Maria falou sobre os idosos na sala de aula.  Vestiu-se de velhinha e deve ter interpretado o seu papel com tanto talento que a Maria ficou bastante impressionada. Desde então faz-me muitas perguntas sobre os idosos. Quem são os idosos, quais as suas características, se eu conheço idosos, e por aí fora. No outro dia, estávamos a vir da escola a pé, quando uma senhora de bengala e cabelo branco (por acaso, idosa) saiu de um autocarro e ficou a (...)
Seg | 12.10.20

Este livro, que me atingiu como uma rajada de humanidade, devia ser de leitura obrigatória

"Dentro do Segredo", de José Luis Peixoto

Purpurina
Agora que o li, penso que demorei demasiado tempo a fazê-lo. Ou talvez não, talvez o tenha lido exatamente na altura certa, para o poder compreender melhor e para melhor o poder encaixar na minha perspetiva, tão pessoal, daquilo que é o mundo e daquilo que é a humanidade. Sempre gostei de livros que relatam viagens. Gostei especialmente do "Sete anos no Tibete", por retratar uma sociedade e uma forma de estar e pensar tão diferentes da minha. De facto, quanto maior é a distância (...)
Sex | 09.10.20

Eduardo #7

Açúcar e Pimenta

Purpurina
É um rapazinho muito maroto, enérgico e alegre. Vem da escola quase todos os dias com um arranhão, uma dentada ou uma nódoa negra nova. Muito mais do que as irmãs. A julgar pelo que vejo em casa, é fácil adivinhar o que acontece mas, pelo sim pelo não, confirmei com a educadora e auxiliares da escola. O Eduardo gosta de se mandar para cima das outras crianças, roubar brinquedos e, eventualmente, aplicar-lhes uns carolos na cabeça. Eu explico-lhe todos os dias que não se (...)
Seg | 05.10.20

O primeiro TPC da Lara

Purpurina
Veio dentro de uma capinha de plástico, na mochila. Consistia em fazer a letra P manuscrita, maiúsculas e minúsculas. Já vinha tudo feito pela Lara, na sala de estudo da escola. Maravilha! Para já, a minha relação com os TPC é muito boa. 
Sab | 03.10.20

10 coisas que não compro mais

Purpurina
Há algum tempo que tento praticar o minimalismo e o desapego de coisas materiais. Os motivos são vários, mas o principal é o facto de acreditar que ter muitas coisas não só enche a casa como também enche a mente.  Ainda tenho um longo caminho pela frente até ter apenas o essencial, mas creio que já evoluí o suficiente para fazer um texto sobre as coisas que já não compro. 1- Bijuteria ou jóias Tenho alguns fios, alguns anéis e uns 2 pares de brincos. Tudo de prata. Uso (...)
Qua | 30.09.20

A entrada para o 1º ano da escola primária

Nos anos 80

Purpurina
  Lembro-me vagamente do meu primeiro dia de escola. Lembro-me de estar num pavilhão grande cheio de pessoas, com a minha mãe, e a determinada altura chamarem o meu nome para me juntar a um grupo de crianças que seriam da minha turma. Havia muitas crianças a chorar e eu não entendia porquê.  Eu não chorava. Eu nem percebia bem o que estava a acontecer. Tinha 5 anos e não me recordo de me terem falado muito na escola. Não estava receosa nem entusiasmada. Não sabia bem ao que (...)