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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Qua | 16.09.15

A minha filha não quer comer! Socorro!

Hora da refeição

 

A minha filha não quer comer.Tipo... não come nada que eu lhe apresente de boa vontade.

 

O facto dela sempre ter sido uma grande comilona torna esta problemática ainda mais    difícil de aceitar.

 

É desesperante! Aterrorizante! Angustiante! Fritante de todo!

 

Por vezes, sinto-me como aquelas mulheres de antigamente que, nos filmes (e se calhar na vida real também), sempre que se enervavam caiam graciosamente para o lado.

 

O que se passou foi o seguinte:No domingo teve uma paragem de digestão e passou a tarde toda a vomitar. Ao fim da noite, consegui dar-lhe apenas umas bolachas e chá de funcho.

 

Depois desse episódio, deixou de querer comer. Simples assim.Ontem, assim que me viu pegar numa colher desatou aos gritos. Imaginem quando tentei por-lhe a colher na boca. Aquilo era comida pelo ar como se fosse o festival da sopa voadora.

 

A minha vontade era mandar-me para o chão aos gritos como um bebé frustrado.

 

De modo que a minha filha não comeu praticamente nada e passou o tempo todo a chorar, até adormecer de cansaço.

 

Às 4h da manhã acorda ela muito bem disposta. Aqui a mamã ensonada aproveitou para lhe impingir uns pedaços de frango com brócolos e papa de fruta, que ela lá foi comendo a custo, depois de eu andar atrás dela para onde quer que fosse.

 

Na creche já me tinham dito que na hora da refeição ela fazia uma fita terrível e que devia reforçar a comida em casa. Reforçar, reforçava, mas como?

 

Hoje de manhã, demorámos cerca de uma hora a dar-lhe papas de aveia, a coisa que ela mais gosta de comer, desde sempre...Foi de fugir...

 

Colocámos desenhos animados, vários de seguida, sempre a mudar logo que ela se aborrecia, só para a enganar com uma ou outra colher de papa. Fizemos teatro, cantámos, pulámos, sei lá o que mais, só a para a distrair. Lá comeu a papa de aveia, embora não toda.

 

Já no trabalho consegui acalmar-me um pouco e o dia decorreu com a normalidade possível.

 

Pela tarde, antes de a ir buscar à creche, a minha mente ansiosa e mexilhona já tinha maquinado um plano para lidar com esta situação.

 

Fiz o seguinte:

 

Passei a mesa e as cadeirinhas pequenas da Lara para a cozinha, único sítio onde queremos que ela faça as refeições.

 

Depois, fiz como faço com o gato. Deixei-lhe comida e água sobre a mesa e ela que se servisse à discrição, se quisesse quando quisesse.

 

Claro que quando deixei a sopa foi uma badalhoquice. Apetrechei-a de bibe de pintura e tudo mas o efeito foi nulo. Sujou o bibe, o pijama, a mesa e o chão. Além disso resolveu que queria muito abraçar-me, e abraçar a porta, e abraçar a cadeirinha de bebé e pronto... ficou tudo cheio de sopa, eu inclusive. Estou a ver que tenho que arranjar um fato de astronauta na hora das refeições da Lara.

 

Com a comida sólida, correu melhor.

 

Mais fácil de dizer do que de fazer mas o facto é que, enquanto eu me ocupava com isto e aquilo e me fazia indiferente (sempre a espreitá-la pelo canto do olho) ela ia até à mesa e comia. Dava uma voltinha e ia ciscar no prato. De voltinha em voltinha lá ia papando o que lhe convinha. Os brócolos eu que os papasse se quisesse.

 

De modo que fiquei mais descansada.

 

Não está a comer como antes, mas sempre come qualquer coisa.

 

Acho que posso afirmar que, para já, estou contente com o método novo.

 

Há alguém por aí que tenha passado pelo mesmo e tenha alguma sugestão de como lidar com esta situação?

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