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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Sex | 16.11.18

As birras épicas da Maria

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A Maria revelou, praticamente  desde que nasceu, uma personalidade muito forte (chamam-lhe isso, não é?).

Em recém- nascida e com poucos meses berrava até adivinharmos o que queria. Podia ser comer, mudar a fralda, ficar ao colo ou simplesmente ir até à janela, sentar-se na espreguiçadeira a ver a árvore de Natal ou outra coisa qualquer, era berraria até acertarmos.

Com 2 anos e  4 meses ela faz-se entender perfeitamente bem. Diz tudo o que quer, como quer e com todos os detalhes que achar pertinentes. As suas frases são corretas e a pronúncia percebe-se muito bem.

A problemática, minha gente, surge quando não se faz o que ela quer. Quando é contrariada em qualquer coisa e as explicações não lhe pareceram bem, ela grita, esperneia e chora como se lhe estivéssemos a arrancar os braços.

Um dos motivos mais recorrentes para birras tem sido os desenhos animados. Para a Maria não basta ver um determinado desenho animado, como a Pepa, por exemplo. Ela quer ver o episódio nº 7 da Pepa, exatamente no momento em que o Pai Natal lhe traz uma boneca que abre e fecha os olhos. E, se por algum motivo não achamos o episódio é uma gritaria pegada. Se o encontramos, ela vê o que quer e lembra-se logo de outra cena especifica de outro episódio qualquer, e isto de minuto a minuto, sempre a querer ver uma coisa muito especifica e a gritar se não consegue o que quer.

Claro que depois de estar nisto há algum tempo, farto-me e indico-lhe que ou ela se decide a ver algo por 10 minutos ou a televisão é desligada. E, quando é desligada depois dela continuar naquele zapping maluco, é uma berraria impossível de descrever.

Cheguei a temer que alguém chamasse a polícia. Eu, claramente, chamaria se ouvisse algo assim. Iria pensar, sem qualquer dúvida, que estariam, a torturar uma criança. É que é uma berraria enorme e desesperada mesmo.

Normalmente afasto-me e continuo a fazer as coisas normalmente, como se nada fosse. Já tentei abraça-la e falar com ela mas nessas alturas não é possível. Depois acaba por se acalmar e volta tudo à normalidade.

Muito cuspi eu para o ar quando não tinha filhos. Ou quando tinha só uma.

O facto é que a Maria é muito diferente da Lara e do Eduardo e é perfeita nessa diferença. É meiga, muito inteligente e muito cómica. Mas tem esta peculiaridade de saber bem o que quer e saber que existiria a ínfima possibilidade de lhe fazermos todas as vontades pelo que opta sempre por tentar, através dos gritos mais estridentes que consegue dar.




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