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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 02.02.16

As nossas conversas #1

Estou longe de ser o tipo de rapariga que passa mil cremes e loções no corpo antes de dormir. Sou mais do tipo rústico hipocondríaco que, no inverno tem uma grande tendência para as constipações, cieiro, aftas e herpes.

 

Dito assim até parece que ando a cair aos bocados. Não chega a tanto. Mas, para prevenir contágios desnecessários, costumo dispensar as beijocas maritais quando estou com herpes ou constipada, o que tem acontecido muito nas últimas semanas.

 

Finalmente curada do herpes e com a constipação já nos restos, tudo parecia calmo e propício à beijoca. Mas não. Tenho um cieiro tão forte que tenho besuntado os lábios com vaselina antes de me deitar.

 

De modo que, ontem, quando estávamos os dois deitados a ler, já na cama e o moço me tenta pespegar um cálido beijo, eu faço um ar muito assustado e digo-lhe que tenho os lábios com várias camadas de vaselina.

 

Diz-me ele com um ar de conformismo mal amanhado:

 

"Isto de te dar um beijo é uma coisa realmente complexa. É preciso estarem reunidas condições extremamente especiais: marte deve estar alinhado com vénus num determinado ângulo, no mesmo momento em que o nível de humidade no ar é de 77%, a temperatura ronda os 20º,  o gato está a descansar no canto direito do sofá e um manco está a atravessar a estrada."

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