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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Qui | 29.06.17

Às vezes ter duas filhas é mais fácil que ter só uma

 

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Quando o dia é aborrecido, estou sozinha com a Maria doente em casa, sem grande êxito para a entreter e, quando chega a Lara, ela ri e esperneia de satisfação.

 

Quando as coloco no parque e ficam a brincar as duas, perfeitamente entretidas, a entenderem-se numa linguagem própria e, sobretudo, felizes e tranquilas.

 

Isto delas já brincarem juntas é uma coisa que me surpreende sempre! A Maria tem quase um ano e a Lara já tem três mas, mesmo assim, não esperava que se entendessem tão bem nesta altura.

 

Claro que se aborrecem muitas vezes, quando querem o mesmo brinquedo ou quando a Lara quer abraçar a Maria e a vontade não é recíproca,  ou quando a Maria apanha os cabelos da Lara "à mão de puxar". Mas, regra geral, ficam muito felizes na companhia uma da outra e já se nota uma certa cumplicidade entre as duas.

 

De vez em quando vejo a Lara a tirar do parque tudo o que é de plástico duro, deixando apenas peluches e brinquedos mais macios. Diz ela que a Maria não pode brincar com brinquedos muito duros para não fazer dói dóis.

 

Outras vezes o pai reclama com a Maria e a Lara repreende o pai. "Pai não fales assim com a Maria!" diz ela.

 

Várias vezes, volta-se para nós, muito séria e com ares de importância e diz: "A Maria é minha irmã.", "Só minha.", "Não é irmã do pai, nem irmã da mãe, é só minha irmã."

 

E tenho sentido, todos os dias, que é fácil ter duas filhas.

 

Menos quando estão as duas doentes, ou apenas uma. Aí é mais complicado. São as duas muito pequeninas, as duas a precisar de atenção. Aí a televisão está ligada mais vezes.

 

Mas quando estão as duas bem, é mais fácil ter duas. Entretém-se mais, partilham mais, dão o exemplo uma à outra. Gostam de estar as duas a fazer coisas: a comer, a tomar banho, a ver televisão, a brincar.

 

Tudo o que a Lara faz é divertido para a Maria. Se a Lara salta a Maria ri, se a Lara faz caretas, ela ri, se ela canta, dança, se manda coisas ao chão, ao ar, tudo é motivo de gargalhadas para a Maria.

 

Por isso é mais fácil ter duas filhas pequeninas do que só uma.

 

É mais fácil porque, mesmo quando não é mais fácil, há mais amor, há mais alegria, há mais felicidade, há uma casa mais cheia e, quando é assim, é sempre mais fácil.

 

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