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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Ter | 12.06.18

Coisas que me fazem perder a paciência

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A falta de pontualidade em contexto profissional.

 

Digo em contexto profissional porque a nível pessoal, embora também não seja muito agradável, é mais tolerável, pelo menos para mim.

 

Eu não sou propriamente a pessoa mais pontual do mundo, principalmente ao fim de semana ou nas férias, alturas em que a descontração e a ausência de correrias são totalmente bemvindas. Mas, quando tenho um compromisso e a nível profissional, considero a pontualidade um reflexo de seriedade, respeito e profissionalismo. 

 

Posto isto posso dizer que a falta de pontualidade é uma das coisas que ainda me conseguem tirar completamente do sério. Consigo ser mesmo antipática e desagradável (sem ser mal educada) quando sinto que abusam do meu tempo. Claro que faço por dominar as emoções negativas logo que consiga, normalmente uns minutos depois de dizer duas ou três coisas a quem está à minha frente, mas sinto-me sempre menos bem quando sou antipática.

 

Relato as duas situações mais recentes em que me deparei com falta de pontualidade (e existem tantas e tantas outras).

 

Na cabeleireira

 

Marquei horário na cabeleireira com antecedência e, num sábado à hora de almoço, duas horas antes de ter que sair para um compromisso, o Milton ficou com as miúdas e lá fui eu à hora marcada para a cabeleireira.

 

Chegando lá e depois de verificarem a minha presença, sento-me.

 

Não está lá muita gente e vejo a cabeleireira a começar um corte de cabelo. Tudo bem, como não me dizem nada presumo que seja coisa rápida. Como estou grávida de mais de 30 semanas, o que mais faço é ir ao wc já que devo ter a bexiga minúscula de tão apertada, o que também não me deixa bem disposta. Vou ao wc achando que seria chamada em breve.

 

Volto e passam 15 minutos da hora marcada. Como ninguém diz nada, calculo que me chamem a qualquer momento e entretenho-me com o telemóvel. Volto ao wc. Sento-me novamente e passam mais 15 minutos (30 minutos no total).

 

Ninguém diz nada e a cabeleireira está a fazer um penteado a outra pessoa. Começo a ficar irritada. Doem-me as costas por estar ali sentada há tanto tempo e tenho vontade de ir ao wc outra vez. Lembro-me do Milton sozinho com as miúdas e das coisas que tenho para fazer antes do evento a que vamos todos. Vou à casa de banho já a olhar com cara de ogre para as funcionárias do cabeleireiro que insistem em não me dizer nada. Não fui capaz de ir falar com elas porque estava com receio de me transformar um dragão e começar a cuspir fogo. As hormonas não ajudam a manter o bom humor.

 

Volto a sentar-me e, 45 minutos depois da hora marcada, a cabeleireira (e dona do espaço) pergunta se aceito um café. Disse-lhe logo que tinha pressa, tinha um compromisso em breve e que tinha marcado hora há 45 minutos atrás por isso gostava de saber o que se passava. A expressão da senhora demonstrou que tinha outras coisas para fazer e esperava que eu aguardasse mais não sei quanto tempo. Ficámos a olhar uma para a outra, num impasse... Foi cómico. Entretanto a senhora disse que seria atendida em 5 minutos e eu esperei os tais 5 minutos e a partir daí tudo decorreu normalmente.

 

E eu penso: “Mas como é que deixam uma cliente que marcou hora 45 minutos à espera sem uma justificação, um pedido de desculpa ou uma palavra qualquer?”

 

Não consigo perceber mesmo. Já nem falo apenas na falta de pontualidade e respeito para com o tempo dos clientes mas com o facto de nem se darem ao trabalho de justificar ou falar com as pessoas sobre a situação. Mas o que se passa com as pessoas? Serão os clientes uma espécie de indivíduos assim tão negligenciável? 

 

 

 

No consultório médico (particular)

 

Tenho uma marcação de especialidade para a Lara num dia de semana e o pai, naturalmente e por ter essa possibilidade, vem também. O Milton é trabalhador independente e sempre que vem connosco a uma consulta está a pagar muito mais que o valor da consulta, está a pagar todas as horas em que não trabalha. 

 

Por acaso nesse dia e com uma boa margem de tempo, tinha consulta para mim no obstetra.

 

Só por acaso pergunto à rececionista se as consultas estão a tempo ao que me responde que o médico tinha acabado de chegar e as consultas estavam atrasadas uma hora. 

 

Explico que tenho uma consulta nessa tarde e que, obviamente, não posso faltar ou chegar tarde.

 

Eu e o Milton decidimos ir dar uma volta com a Lara e esperar mas tivemos que ligar para o obstetra a dizer que chegávamos mais tarde o que atrasou a nossa consulta (uma vez que outras pessoas foram colocadas à nossa frente) e fez com que o Milton não pudesse trabalhar mais nessa tarde.

 

Eu não acho isto aceitável. Mas porque é que as pessoas consideram que o seu tempo é mais valioso que o dos outros? Não percebo mesmo.

 

Percebo perfeitamente que as consultas se possam atrasar porque nem todos os casos implicam o mesmo tempo, isso é normal e percetível  (e até desejável) mas a ausência de uma explicação e um pedido de desculpa já não me parece justificável.

 

Parece que se instituíu como normal que o cliente tem que esperar e pronto. Solicitamos um serviço, pagamos o devido e temos que ter todo o tempo disponível para esperar pacientemente que nos atendam “quando calhar”. 

 

Não consigo ser apreciadora deste estado de coisas.

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