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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 04.12.17

Coisas que só me acontecem a mim #4

 

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Depois de uma ida à dentista que me deixou com a boca anestesiada até ao pescoço (ainda por cima a pedido meu, porque a senhora costuma ser poupada na anestesia e apenas depois de eu sentir umas dores agudas e lhe pedir para carregar nas drogas, ela aplica uma anestesia que me deixa verdadeiramente a falar de lado até Ao fim do dia).

Dizia eu que tinha saído da consulta dentária (e da última de 3 ou 4 fases de desvitalização de um dente) e fui apanhar o minibus na paragem do costume.

Como de costume, também, não levava comigo guarda-chuva, apesar do tempo estar um bocadito a ameaçar aguaceiros. Sabem como é, nos Açores fazem as 4 estações num dia e eu sou uma pessoa positiva, acreditando portanto que ia encontrar a primavera no caminho de volta para o trabalho.

Só que não. Encontrei mesmo aquela passagem do outono para o inverno que envolve uma grande chuvada embalada por uma ventania do caneco.

Mas isto não foi logo. Não senhor.

Primeiro fez-se um ajuntamento simpático de senhoras velhinhas, eu e  mais algumas pessoas de meia idade que eu desconhecia totalmente.

Bom, não sei se sabem mas não sou muito dada a contacto físico, com a devida exceção feita ao Milton e às minhas filhas e a algumas outras pessoas mais próximas (amigos, entenda-se).

Ora estávamos nós, pessoas desconhecidas, pacatamente reunidas na paragem do minubus, quando se deu a tempestade.

Foi ver-nos a encolhermo-nos todos num canto da paragem, tão encostados quanto possível numa cena que parecia vinda de um filme futurista em que estariam a cair meteoritos.

Era água a bater na cara, nas roupas, a entrar pelos olhos, os cabelos empapados na testa, um fresquinho em forma de pingos grossos a esgueirar-se pelo pescoço e por aí fora.

Quanto a mim, que não tinha chapéu nem nada, enfiei-me num cantinho, bem recôndito, no meio de um muro humano que me pareceu muito quentinho e simpático.

E foi muito engraçado.

Ainda ficámos com alguma roupa a pingar mas, passado o aguaceiro, ficamos todos a conversar animadamente e eu lá fiquei a fazer a minha já costumeira atividade de explicar a quem quiser ouvir como funciona a magnífica aplicação do minubus (desenvolvida pelo querido pai das minhas filhas) e, como temos que contribuir todos para o “ganha pão”, gosto de apanhar todas as oportunidades para debitar sobre as vantagens da coisa.

Foi isto.

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