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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Seg | 14.09.20

Como fazer uma criança tomar um remédio muito amargo?!

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A Lara apanhou uma infeção bacteriana, comum em crianças da idade dela, mas que implicou a tomada de um antibiótico específico que não existe em xarope.

Assim, ela tinha umas cápsulas enormes para tomar, de 8 em 8 horas, durante uma semana. A solução da pediatra foi desfazer o conteúdo da cápsula numa colher com água para a Lara conseguir tomar.

Acontece que o sabor daquele pó é intragável (o Milton confirmou) e a Lara recusava-se a tomar aquilo. Na primeira vez cuspiu o conteúdo da colher e numa outra, entornou- o no chão depois de empurrar a colher. A maior parte das vezes esconde-se ou fecha a boca, recusando-se a tomar aquilo.

Dizer que foi desafiante, é pouco. 

Na primeira vez, talvez não lhe tenhamos explicado bem a situação, com os pormenores necessários, e na segunda vez eu e o Milton reagimos muito mal quando a Lara se recusou a tomar o remédio. Enervámo-nos, gritámos e gerou-se uma situação muito desnecessária.

Sentimo-nos muito impotentes com a recusa da Lara em tomar o antibiótico e com a falta de alternativas a ele.

Tentámos que tomasse as cápsulas, mas era pior ainda. São realmente grandes.

Eventualmente lá tomava o antibiótico, mas não sem uma longa espera dramática com direito a caretas, gritos e apreciações verbais sobre o sabor do remédio. Estes episódios foram muito, mas muito, desgastantes emocionalmente. Mesmo.

Mas gosto de encarar as coisas com alguma positividade e creio que outras pessoas podem beneficiar com os meus erros e as minhas tentativas de os resolver.

Depois destes episódios de fugir, tentei uma abordagem um pouco mais calma. Conversei com a Lara mais uma vez sobre a importância daquele antibiótico, mostrei-me solidária com ela devido ao sabor lamentável daquilo e sugeri que, em vez de beber dois copos de água de seguida depois de tomar o remédio,  gargarejasse com a água duas ou três vezes.

Ela achou aquilo tão divertido, aquele som dos gorgolejos, que passou a tomar o antibiótico muito melhor. Ainda lhe custa tomar nos primeiros minutos, mas deixou de fazer um drama tão grande. 

Por isso creio que existem 5 fatores que ajudam a tornar isto um pouco mais leve:

- Conversar com a criança sobre a importância do medicamento;
- Mostrar empatia quando ela se queixa do sabor;
- Ser uma única pessoa a administrar o medicamento (dois só atrapalham);
- Dar uns 10 minutos para a criança se preparar psicologicamente para a situação. Com pressa tudo fica mais tenso.
- Inventar algo divertido para fazer associado à toma do medicamento;

Dica extra: contactar a farmacêutica e sugerir que façam medicamentos para crianças que não saibam a caca de elefante. 

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