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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 02.03.17

Dicas de felicidade #1

Acredito que todas as pessoas querem ser felizes. Já me disseram que não, que algumas pessoas não querem ser felizes: por questões culturais, por personalidade, por comodismo ou por ignorância. Só consigo conceber a ignorância como motivo para alguém se recusar a procurar a felicidade, a ignorância e talvez a falta de coragem. Não percebo os outros motivos.

 

Já fui menos feliz do que sou hoje, por ignorância. Eu não sabia, mesmo, o que fazer para ser feliz. Achava que sabia, mas depois via que não. 

 

Durante muito tempo achei que se as pessoas à minha volta fossem diferentes eu seria mais feliz. Ou que seria mais feliz se tivesse mais dinheiro, ou alguma coisa material que desejasse muito. Ou determinado emprego, ou determinada casa. Depressa percebi que não podia ser feliz procurando a felicidade em coisas exteriores a mim. 

 

Claro que isto de procurar a felicidade dentro de nós é um grande cliché, mas não há outra forma de dizer as coisas. Só nós é que podemos concretizar a nossa felicidade e a primeira coisa a fazer é desejar, mesmo, sermos felizes.

 

Posto isto segue a minha primeira dica de felicidade:

 

 

Não aceitar ofensas.

Quando digo não aceitar ofensas não estou a falar em ripostar sempre que alguém nos diz algo que consideramos injusto, mau ou ofensivo. Tão pouco defendo que devemos baixar a cabeça e aceitar a ofensa. 


Estou a falar de pensar racionalmente sobre a realidade das ofensas.

 

Quando alguém nos diz algo ofensivo existem duas hipóteses:

 

1- A pessoa teve uma real intenção de nos magoar e ofender.

2- A pessoa é distraída, ou desbocada, e disse algo sem pensar que acabou por nos ofender sem que existisse essas intenção da parte do nosso interlocutor.

 

Do meu ponto de vista, nenhuma das situações é grave e de forma nenhuma pode contribuir para tornar o nosso dia menos bom.

 

Ora vejamos:

 

Na primeira hipótese, a pessoa que ofende está a agir de má fé, está a ser chata de propósito. Conhecem pessoas felizes que se divirtam a chatear os outros? Eu não.

Claramente uma pessoa capaz de ofender alguém intencionalmente é alguém que tem problemas na vida, alguém que está frustrado e infeliz.
Se a pessoa nos é querida devemos tentar ajudar, perguntar o que se passa, mostrar a nossa solidariedade.
Se a pessoa nos é indiferente é dar-lhe a importância adequada - portanto nenhuma -  e seguir com o nosso dia como se nada fosse (na verdade, nada é).

 

Na segunda hipótese ainda devemos dar menos importância. Se conhecermos bem as pessoas saberemos quando "deram um fora" e que não tinham intenção de chatear ninguém, e não nos chateamos. Se não conhecermos, não nos chateamos na mesma.

Posso dizer que sou pessoa para ofender muita gente, sem querer. Sou muito desbocada e expresso pensamentos idiotas com muita facilidade. Posso garantir que nunca, mas nunca, tive a intenção de ofender ninguém. Os meus amigos estão habituados e não me ligam nenhuma quando digo disparates.

 

Quanto a mim, não vos vou dizer que ignoro completamente tudo o que os outros dizem de menos simpático. Dependendo do meu humor posso chatear-me mais ou menos com o que as pessoas me dizem ou dizem sobre mim. Mas, tenho a clara noção de que, quando cedo a chatices, estou a ser fraca e ignorante.

 

Contando que não digam mentiras a meu respeito que me possam prejudicar efetivamente, estou-me nas tintas, a maior parte do tempo, para o que pensam ou dizem sobre mim. As pessoas que me interessam conhecem-me, sabem que tipo de pessoa sou no meu melhor e no meu pior. A opinião dos outros não me interessa. 

 

Ora vejamos:

 

Porque haveria de ralar-me se alguém diz coisas menos simpáticas sobre mim? Se alguém diz que sou feia, chata, pindérica, esgroviada ou qualquer outra coisa pouco abonatória, só me resta respeitar a fraca opinião que a pessoa tem de mim. O que é que posso fazer? Sou demasiado preguiçosa para tentar mudar a opinião de pessoas que não me interessam nada.

E sou demasiado egocêntrica para mudar a opinião que tenho de mim, por causa da opinião de outros.

 

Claro que disserem que sou criminosa ou algo assim, a coisa muda automaticamente de figura. 

 

Palavras tolas, caras feias ou mau feitio alheio... é algo que a minha personalidade distraída me faz o favor de colocar bem longe dos meus pensamentos e ainda mais dos meus sentimentos.

 

Por isso minha gente simpática, não se ofendam.

Dediquem o vosso tempo e espaço mental a pensar em coisas bonitas, úteis e felizes. Uma pessoa já tem tanto em que pensar... 

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