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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Seg | 15.02.21

É preciso mimar os filhos do meio

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Creio que é preciso dar mimos a todos os filhos. Dar-lhes muitos beijos, muitos abraços, muitas festinhas, muito colo, dizer-lhe muitas vezes o quanto os amamos. Faço isso todos os dias, com todos os meus filhos.

Mas, quando paro para pensar nisso, percebo que a Maria, a minha filha do meio, precisa especialmente desses mimos. Ela está entre a irmã mais velha, que admira imenso e segue para todo o lado, e o bebé que, naturalmente, requer mais atenção.

Sinto que, mesmo sem querer, damos-lhe menos atenção.

Por exemplo, durante o confinamento, tentava acompanhar a Lara o máximo que podia porque ela está no 1º ano, enquanto tentava que o Eduardo não atrapalhasse a irmã e não fizesse nenhum disparate, porque é um bebé ainda. E a Maria acabava por ficar um pouco fora do meu foco de atenção. 

Dos meus três filhos, a Maria é a que mais facilmente grita ou bate nos irmãos e, durante algum tempo, não aceitava muito bem beijos e abraços. Também tem um apego muito maior ao seu objeto de conforto, uma almofada branca, pequena, que anda com ela para todo o lado.

Então, quando comecei a notar que a Maria não era tão chegada a mimos, passei a dar-lhe muito mais mimos de forma consciente. Ia-me aproximando devagar, em alturas em que sabia que ela estaria mais solicita.

Uma das alturas melhores é de noite, quando ela vem para a nossa cama.

A Maria, desde há algum tempo, acorda a meio da noite e vem para a cama dos pais. Nessa altura pede água e deita-se do meu lado ou a meio de nós. Aproveito para lhe dar uns beijinhos e fazer festinhas. Por vezes ela dorme abraçada a mim, ou com as bochechas coladas às minhas. E, aos poucos, tornou-se muito mais carinhosa. 

A Lara já está numa fase em que não procura tanto o colo da mãe e, às tantas,  ando pela casa com a Maria e o Eduardo agarrados às minhas pernas ou a disputar o colo. Mas, prefiro mil vezes isso e ver a Maria a pedir abraços e mimos. 

Outra coisa que fazemos por aqui é ter momentos de filho único, sempre que se proporciona. Acho muito importante ter momentos para dar atenção e conversar com um filho de cada vez, sem ruído e sem interrupções. Gosto muito de os ver juntos, mas é preciso algum tempo a sós para criar uma relação sólida com os nossos filhos e conhecermo-los bem. É nessas alturas que eles nos contam coisas, nos falam dos seus amigos, das brincadeiras na escola, daquilo que os preocupa ou das suas coisas preferidas. 

Por aí, pais de dois ou mais filhos, como fazem para dar atenção a todos?

Se existir por aí algum filho do meio, contem-me como era quando eram crianças.  


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