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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sex | 10.11.17

Elas dão connosco em doidos

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Nisto de ter duas filhas pequenas sinto que agora é que estamos "a ver como é que é".

 

Bom... sublinho, sempre, que foi a melhor ideia que já tive na vida e a melhor coisa do mundo isto de ter duas filhas. Mas é também o maior trabalho e o maior desafio que já tive.

Elas estão numa idade bem interessante.

A Lara, já com personalidade bem definida, quer continuar a controlar o território físico e emocional que sempre foi seu.

A Maria, com 16 meses, começa a definir a sua personalidade (e bem forte e vincada que ela é) e não perde uma oportunidade de tentar ganhar terreno. :D

Ou seja passam boa parte do tempo em que estão juntas a brigar. E nós a ficar loucos.

Sempre que uma tem um brinquedo, a outra chega e rouba-o e é assim o tempo quase todo. É a Lara a fazer construções de Lego e a Maria a destruir aquilo tudo, é a Maria com um brinquedo novo e a Lara a tirá-lo da mão dela sem qualquer cerimónia e é ver (e ouvir) as duas aos gritos constantemente.

Confesso que andei numa fase em que julguei mesmo que ia ficar louca. Não estava perceber bem que realidade era esta.

Passado um tempo, raciocinei um pouco e conclui que é uma fase normal. Difícil mas normal.

E agora até nos rimos disto (não há muito mais o que fazer).

Felizmente não batem uma na outra, nem se empurram. Limitam-se a ser pouco polidas na forma como açambarcam o que a outra tem na mão, gritam que se fartam e desafiam-se a toda a hora. O que já é suficientemente "de doidos" para nós, os pais.

Com franqueza neste momento já nem passo muito tempo a explicar as coisas a uma e à outra. Deixo-as "existir livremente" e serem elas a gerir os seus conflitos (desde que não coloquem em causa a segurança uma da outra, evidentemente).

Às tantas afasto-me um pouco e, quando dou por isso, estão as duas a conviver e a brincar harmoniosamente e a Lara a ser uma irmã mais velha, ponderada, querida e paciente. :)

Dito isto cada vez mais acredito que devemos deixar as crianças agir de acordo com a sua intuição e natureza. Muitas vezes eles conseguem resolver os seus próprios conflitos sem nós.

Claro que eu estou sempre por perto e a ver o que estão a fazer. Deixá-las sozinhas, para mim, é estar a dois metros delas, com a mesa de jantar entre nós de forma que eu as consiga ver sem ser vista. :D



 

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