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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 25.07.16

Ele foi dormir no sofá... e eu achei muito bem.

sofá

 

Bem... ou algo parecido com isso.

 

Nunca pensei que fosse alguma vez dizer isto mas a verdade é que foi um alívio quando, na noite passada, o Milton decidiu que não conseguia dormir mais na nossa cama e que iria mas é dormir no sofá. Eu concordei logo... aliviada.

 

O facto é que eu também já andava a dormir mal com esta situação, embora não pelos mesmos motivos que ele.

 

O que se passa é que a nossa filha mais nova, de 3 semanas, tem uma característica muito peculiar: emite uma espécie de grunhidos que não deixam o pai dormir. É um gemido forte, uma espécie de som de fazer força mas depois não acontece nada com essa força, nem cocó, nem gases, nem choro, nada.

 

Falámos com a pediatra e ela assegurou que não é nada de especial e muito menos preocupante. É apenas algo que alguns bebés fazem. Nas minhas pesquisas por blogues e fóruns de mamãs verifiquei que isto é mais ou menos comum, é apenas irritante para os pais, para os bebés é "na boa".

 

Claro que, inicialmente, ficámos um bocado espantados com aqueles barulhos. A Lara nunca os fez, apesar de dormir bem pior que a Maria, que vai fazendo forças mas vai dormindo ao mesmo tempo (é preciso ter lata).

 

Sinceramente, os barulhos a mim não incomodam nada. Até pelo contrário. Como muitas mães (imagino eu) tenho o hábito de verificar se a Maria está a respirar, várias vezes por noite. Ainda faço isso com a Lara e ela já tem quase dois anos e meio. O facto da Maria fazer tanto barulho de noite poupa-me o trabalho de me levantar para ver se está a respirar. Está a grunhir? Ok, então está boa. E, fantásticamente, os barulhos dela até me fazem adormecer mais depressa e mais descansada.

 

Com o Milton não acontece isso. Ele, simplesmente, não consegue dormir. E depois levanta-se todo esgroviado para tentar adormecer a Maria embalando-a. Entretanto se não resulta, fica impaciente, enerva-se e enerva-me a mim. Por isso, foi com muita alegria que recebi a notícia de que iria dormir para a sala.

 

Mas não foi para a sala, foi para o quarto da Lara que estava doentinha e acordava várias vezes de noite. Ainda assim, a Lara dorme muito mais horas seguidas que a Maria, que acorda de 2 em 2 horas.

 

Fiquei com a cama só para mim, com a possibilidade de me deitar a meio da cama ou onde me apetecesse e sem a preocupação de ouvir o Milton a resmungar sempre que a Maria estivesse a fazer barulho.

 

De modo que acordei, tranquilamente, de 2 em 2 horas para dar de mamar à Maria e voltei a adormecer rapidamente logo a seguir.

 

Entretanto, pelas 6 horas da manhã, ao acordar mais uma vez com a Maria a querer mamar, chego-me para o lado esquerdo da cama para acender a luz e apanho um grande susto. A cara barbuda do Milton estava ali outra vez, e ele parecia estar a dormir todo descansadinho. Parece que o colchão de brincar da Lara (onde ele decidiu dormir) era muito duro.

 

E pronto, durou pouco... mas foi bom, lá isso foi.

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