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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Qui | 08.11.18

Estou muito longe de ser uma mãe perfeita

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Mas quero acreditar que consigo ser melhor, a cada dia. Perfeita não quero ser, até porque é impossível por isso nem vale a pena querer. E, cá entre nós, ser perfeito parece ser extremamente aborrecido e sem graça nenhuma. Quem é que quer ser perfeito se somos tão interessantes nas nossas imperfeições?

Quero ser uma mãe imperfeita que, apesar de ter uma personalidade impaciente e ansiosa, faz os filhos sentirem-se amados, queridos e felizes. 

Acho que tenho poucas dúvidas em relação ao que deve fazer uma boa mãe mas daí a conseguir por em prática tudo o que sei que é correto vai um longo caminho. E já me sinto em paz com isso. 

Existiram tempos em que me sentia muito culpada por gritar com as miúdas, mesmo sabendo que não era o mais correto, por dizer que ia chamar o polícia, por dizer que se não comessem a sopa ficavam sem os desenhos animados (como castigo mesmo e não como consequência)... 

Agora já não fico tanto tempo a culpabilizar-me. Aceito que existem momentos em que, por não estar completamente bem ou por estar demasiado cansada ou stressada, não consigo fazer aquilo que é o melhor. E não faz mal porque também sei que não me vou acomodar e que amanhã vou fazer melhor e que hoje já estou a fazer melhor que ontem. E também lhes peço desculpa e digo que agi mal e que as mães são só pessoas normais, que também se portam mal de vez em quando, que se arrependem e também têm consequências para as suas atitudes.

Sou uma mãe autoritária, às vezes demais. Às vezes esqueço-me que são só crianças e é normal que finjam que não me ouvem e que façam de tudo uma brincadeira.

Mas nunca me esqueço de brincar com os meus filhos todos os dias (mesmo que não me apeteça muito), de lhes dar muitos abraços e lhes dizer como gosto deles e como são importantes para mim (o que me apetece sempre muito). 

Sou a mãe que lhe diz para brincarem sozinhos porque tenho que lavar a loiça mas também sou a mãe que fica a fazer brincadeiras com cartões, arroz, feltro, palhinhas e materiais vários para eles terem uma surpresa quando chegam a casa da escola.

Não lhe faço lanches em forma de animaizinhos, nem comidas todas bonitas, mas faço-os rir todos os dias com brincadeiras parvas que invento na hora para cada um dos meus filhos.

Todos os dias penso na sorte incrível que tenho em ter os meus filhos na minha vida. Logo eu que me sinto tão imatura, tão insegura e tão sem certezas tantas vezes. 

Mas tenho a certeza que vou fazer sempre tudo o que puder para os ver a crescer saudáveis, felizes, seguros, empáticos, independentes e capazes de pensar por si próprios. É um grande projeto não é?! E cada vez mais sinto que nasci para isto.


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