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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 04.09.18

Férias em casa com 3 crianças pequenas!!!!!!



Olá pessoas!

Acho que vou começar os meus textos assim, de uma forma mais pessoal, porque o facto é que já não sinto que esteja a escrever para mim mesma ou que esteja a escrever um artigo para uma plataforma digital qualquer. Sinto que estou a escrever para pessoas, dou por mim a esperar respostas, feedback e opiniões dessas pessoas e nada mais educado que assinar a sua presença à partida. Ou então, sou apenas muito otimista e sou lida apenas pelo Milton e por duas ou três amigas. :D

Começo por dizer que estou de volta. Há semanas que os textos que aparecem aqui estão agendados. Escrevi-os e agendei-os há mais de um mês porque sabia que em agosto não teria tempo para o blogue. Confirmou-se.

O Eduardo nasceu no dia 1 de agosto e, nas últimas 3 semanas a Lara e a Maria também ficaram em casa. Portanto todas as crianças: um recém nascido, uma miúda de 2 anos nos píncaros das birras e uma miúda de 4 anos na fase mais desafiadora de todas, a conviver alegremente com uma mãe cheia de hormonas e um pai a precisar desesperadamente de dormir (o Milton tirou férias nos dias em que as miúdas ficaram em casa).

Ontem foi o último dia em que ficámos todos em casa (e foi mesmo literalmente já que esteve a chover e ninguém saiu de casa) e, olhando agora para estas três semanas, até me apetece dizer que se passou bem. 

Eu sou mesmo assim. Depois de passada a "crise" acho que correu muito bem, que foi tudo muito fácil. Sobrevivemos, por isso está tudo bem. :D

Claro que não foi fácil. Mas também não foi péssimo. Ou foi? Não sei dizer, porque não o sinto como péssimo mas foi certamente desafiador.

Para tentar ser o mais fiel possível à verdade vou tentar apresentar-vos alguns factos sobre estes dias e tentar, ao máximo, deixar de fora a emoção. Aproveito para partilhar algumas dicas que nos ajudaram bastante a passar estes dias com alguma harmonia, para o caso de alguém se encontrar na mesma situação.

Ora bem:

- Sempre que possível, o Milton saía com as duas miúdas para a praia, para a piscina ou para um parque. Aqui foi preciosa a ajuda da mãe do Milton que ia sempre com ele e ajudava a tomar conta das miúdas. Ainda não nos aventuramos a ir para a praia ou piscina apenas com um adulto para duas crianças. A Maria é muito pequena e a Lara é bastante enérgica, ousada e desafiadora. Já tive situações em que tinha uma  a dar uma queda no chão e a outra a fugir na direção oposta e eu sem saber bem para onde me voltar. Por isso, não facilitamos.

- Eu também saía com a Lara ou com a Maria durante períodos curtos (1h30 no máximo). Geralmente ia até à biblioteca, lugar que eu e as miúdas adoramos e de onde elas saem sempre contrariadas. 

- Quando possível, uma das miúdas ia passar uma tarde a casa dos avós, o que elas adoram fazer e que nos dá uma certa folga.

- Elas viram muito mais televisão do que o desejável mas, ainda assim, conseguimos passar dias inteiros sem ligar a televisão.

- Inventámos algumas atividades para elas em casa. Na verdade foram muito menos do que as que tinha planeado inicialmente e nem todas tiveram a aceitação ou o efeito desejado. A minha ideia era deixa-las entretidas, sozinhas, durante uns minutos, mas elas acabavam por pedir sempre que estivéssemos com elas e, às vezes, entre a preparação de refeições, fazer outras lides domésticas inadiáveis e tomar conta do bebé, não dava mesmo para ficarmos sentados a brincar com as miúdas.

- Gritei e ralhei muito nestes dias. Eu e o Milton. Tomar conta de 3 crianças pequenas é um desafio mas fazê-lo sem dormir mais de 2 horas seguidas por noite (durante várias semanas) é mesmo hard core. A privação de sono tem sido mesmo o mais difícil de gerir. Entre as 00h00 e as 8h00 da manhã não é raro o Milton e eu andarmos, literalmente, a cambalear e a bater nas paredes. Isto é absolutamente verdade. Andamos a cambalear e com a cabeça zonza. 
Ainda hoje o Milton foi contra uma parede ao caminhar do quarto para a sala e eu ri-me imenso porque na noite passada estava igual.

- Uma das coisas mais positivas destes dias foi ver a Lara e a Maria a brincarem juntas durante muito tempo.
Elas estão numa fase em que brigam muito, principalmente por causa de brinquedos ou da televisão. Mas, no meio do caos dos dias e não podendo contar muito com a atenção dos pais, acabaram por se entreter juntas, sem brigas e em franca colaboração. Foi uma das melhores coisas das férias.

- A reação das miúdas ao Eduardo foi a melhor possível. Não notei nenhum tipo de ciúmes, antes pelo contrário. Mas isso é assunto para outra publicação.

- Outra coisa boa de ter ficado em casa foi que conseguimos manter as rotinas estáveis. As miúdas dormiram sempre à mesma hora e fizeram as refeições normais, à hora do costume.

- O bebé, curiosamente (ou não), foi o que deu menos trabalho. Com a exceção das noites, em que mama de 2 em 2 horas tal como de dia, come e dorme e só chora se tiver muita fome. É um querido. Claro que agradecia umas noites em que pudesse dormir 4 horas seguidas mas faz parte da parentalidade um certo desafio inicial.

Fazendo o balanço de tudo, posso dizer que correu muito bem, sem momentos de pânico nem de esgotamento total. Pensei que ia mandar-me para um canto a chorar, algumas vezes, mas não aconteceu. Acho que não tive tempo para isso, o que é uma coisa boa.

Agora, em setembro, o plano é mesmo aproveitar ao máximo para namorar muito este bebé querido e dar-lhe toda a atenção que ele merece, durante o horário escolar das miúdas. Quando elas chegarem a casa, planeio dar-lhes a elas toda a atenção que não tenho dado nas últimas semanas.

Setembro, és muito bem-vindo! 



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