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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qua | 08.03.17

Filosofia de algibeira #1

Estava a ouvir esta música e a pensar no que tem sido a minha vida. E tem sido bem agitada e essencialmente boa.

 

Não têm tido só coisas boas, nada disso. Mas, no fim, tudo acaba por ser bom.

 

Então estava a ouvir a música e a pensar que, às vezes, nos momentos mais depressivos da nossa vida surge espaço para grandes sonhos e grandes coisas. Às vezes, é quando sentimos que não temos nada a perder que temos coragem para realizar tudo e mais alguma coisa. Só temos que ter atenção àquilo que queremos e tentar perceber se é isso mesmo que queremos.

 

Foi na altura da minha vida em que estive mais deprimida que fiz as maiores mudanças.  Olhando para trás poderia pensar que foi preciso muita coragem para mudar tantas coisas e ir sozinha para um grande desconhecido. Mas na verdade acho que não. Reunidas as condições certas, nós fazemos o que temos que fazer.

 

Depois da depressão, veio a mudança. Com a mudança vieram coisas estranhas, algumas boas e muitas bastante inóspitas e, definitivamente pouco positivas.

 

Até perceber quem era e que não fazia mal ser quem era, tive que levar uns grandes carolos da vida. E, convenhamos, a vida não é grande fã da disciplina positiva.

 

E, olhando para trás, e para todos os momentos mais agrestes que tive, sinto-me grata por cada um deles. Olhando para trás nenhum deles me parece mau ou desagradável, muito pelo contrário. Parecem-me necessários para crescer e para saber que mudar é uma coisa maravilhosa  que não deve causar medo nenhum.

 

Acho que levei uma esfrega tão grande que , neste momento, o que mais me assusta é a normalidade.

 

É por isso que faço o que faço e sou o que sou. Porque estive deprimida, porque achei que não tinha nada a perder e agi em conformidade. Arrisquei, lixei-me algumas vezes e, no fim, fiquei sempre melhor. Porque aprendi muito durante todo o processo.

 

Não repetia nada do que fiz antes mas não posso deixar de olhar, muito agradecida e com carinho, para o passado.

 

 

É isso, hoje. 

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