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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 24.01.17

Fui sonâmbula durante muitos anos

 

 

 

 

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Com cerca de 13 anos fui passar férias com a minha prima Margarida, 2 anos mais nova que eu, para casa dos meus tios de Ermesinde e dos meus primos.

 

Tenho muito boas memórias dessas férias em que eu e os meus três primos passámos muito tempo juntos a andar de patins, a inventar histórias, a dançar, a passear pelo Porto e, simplesmente, a ser crianças juntos.

 

Mas, a história mais marcante dessas férias passou-se enquanto estavam todos a dormir.

 

Como prima mais velha uma das minhas atividades preferidas era contar histórias de terror aos meus primos mais novos (creio que o meu primo Luís, na altura com 6 ou 7 anos, ainda se lembra de algumas). Eram histórias de vampiros, de lobisomens, de extraterrestres, de casas assombradas e por aí fora. Todas inventadas por mim na hora.

 

Naquela noite calhou uma história de extraterrestres. Deve ter sido uma história bem assustadora porque, de alguma forma, ficou a fervilhar na minha cabeça. 

 

As 3 primas mais velhas (eu, a Margarida e a Joana) dormiamos na mesma cama e eu ficava no meio. 

 

A meio da noite começo a sonhar. No meu sonho a Joana dizia-me que estava um ET na janela. Eu dizia-lhe que não, que aquilo era fruto da imaginação dela, que eu inventava histórias mas eram só histórias mesmo, não era real. E, para provar isso, eu ia colocar a mão na janela e constatar que não havia lá nada.

 

Nisto estico a mão para o lado e bato no peito ou na cabeça da Margarida que, surpreendida, me agarra na mão e diz "Hey!".

 

Ora eu, ainda a dormir e a sonhar que estava a por a mão fora da janela, sinto uma mão a agarrar a minha: a mão do ET. E não me lembro de mais nada. Só me lembro de estar no hall de entrada, com a minha tia de roupão a perguntar-me se eu estava bem, com um ar preocupado e surpreendido.

 

O que aconteceu foi que eu saí do quarto a gritar como uma maluca. Os meus tios ouviram gritos e depois viram-me a correr no hall de entrada. As minhas primas dizem que só se lembram de me ver a sair da cama aos saltinhos e a gritar a plenos pulmões.

 

Quando acordei, em pé, no hall de entrada, com as minhas primas e os meus tios ali, achei que a casa estava a arder e não percebi nada. Só algum tempo depois é que me lembrei do sonho e relacionei as coisas.

 

Foi a situação mais caricata que me aconteceu enquanto ainda era sonâmbula. Depois dos 14 anos deixei de ser sonâmbula.

 

Ainda falo durante o sono, mas nunca mais me levantei.

 

Desde muito nova que me levantava da cama e me punha a andar pela casa, dizendo coisas sem sentido. Os meus pais contam-me que às vezes dizia que ia à casa de banho e punha-me a caminhar em direção à lareira (que estava apagada) ou a outro sitio qualquer que não tinha nada a ver. Os meus pais diziam para me voltar a deitar e era o que fazia. No outro dia não me lembrava de nada. Nunca aconteceu nada mais que isso, só mesmo o caso das férias.

 

Agora que vou precisar de encontrar uma solução de cama para as minhas duas filhas, receio que possam ser sonâmbulas e que caiam da cama.

Se calhar é um receio infundado porque eu nunca caí da cama e uma criança sonâmbula entra e sai da cama normalmente mas... não sei. Não consigo decidir-me por um beliche com muita serenidade.

 

Estou muito mais voltada para uma cama com gavetão, mas receio que a cama de baixo não seja confortável. Depois também podia optar por duas camas lado a lado mas não sei.

 

Encontrei umas camas muito giras na La Redoute, branquinhas como eu gosto, e algumas com possibilidade de acrescentar uma cama por baixo e estou a pensar seriamente em mandar vir uma. Só me falta mesmo decidir.

 

Clicar nas imagens para detalhes.

 

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