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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Dom | 08.01.17

Inglourious Basterds


Desta vez Tarantino escolheu um momento histórico (a queda do regime nazi, personificado nas figuras de Hitler e Goebbels), para aplicar a sua forma muito própria e altamente eficaz de fazer cinema.

A fórmula é a de sempre: uma vingança mais ou menos planeada (neste filme menos planeada); personagens frios, decididos e brutais; a mulher bela e loura que é a chave de todo o enredo e que aplica o golpe mortal, acabando com o adversário definitivamente de uma forma exuberante e dramática.

Menciono o adversário e não o mau da fita porque aqui é disso que se trata. Apesar de historicamente os nazis serem os maus da fita, nesta fita eles não são especialmente maus. São os adversários dos judeus, judeus esses que por sua vez, vão exercer sobre eles a sua vingança. Ela será levada a cabo pelas mãos dos “Basterds” liderados por Brad Pitt coadjuvado por uma jovem judia que viu a família ser dizimada por nazis e que, por um acaso da vida, teve a oportunidade de se vingar.

Nesta obra, que já tinha sido pensada antes de “Kill Bill”, nada parece ter sido deixado ao acaso, desde a magnífica banda sonora, ao ambiente criado pela produção, ao guião (escrito com um tom de humor muito especial), e às personagens extremamente carismáticas vividas pelos actores certos.
No entanto, há que destacar o papel crucial dos diálogos extremamente envolventes e dotados de um magnífico sentido de humor que conduziram todo o filme.
Brad Pitt foi uma escolha acertada, provou mais uma vez ser um dos melhores actores da sua geração com o engraçadíssimo Aldo Reine.

O coronel Hans Landa é outra personagem inesquecível interpretada brilhantemente por Christopher Waltz que deu à sua personagem a intensidade perturbadora de um homem muito inteligente e hábil a lidar (e a incutir) um verdadeiro terror psicológico apenas com o olhar e palavras, metódico, maníaco e finalmente, corruptível.

A única coisa que me chateou foi encontrar novamente o actor hispano-alemão Daniel Brühl. Parece que ele está em todas… Não há filme que veja, onde a Alemanha seja mencionada, em que ele não surja. Não é pessoal mas dou por mim a questionar-me se não existirá mais nenhum rapaz jovem na indústria do cinema alemão, porque ele não é assim tão bom actor para ser sempre a única escolha.

Um apontamento para a fatiota fashion de Hitler: um meio casaco branco de senhora preso à farda com uma corrente, encaixou bem no carácter ridículo e doentio com que Tarantino o representou.

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