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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Ter | 07.01.20

Lara #30

A Festa de Natal da escola

 

Lara festa batizado.jpg


Este ano a Lara foi cantar, num coro de meninos, e declamar sozinha uma quadra de um poema sobre o Natal. Cada menino iria declamar uma quadra, saindo do coro e pegando num microfone que estava na parte da frente do palco.

Ela é tímida e calculei que a parte de declamar sozinha 4 linhas seria um grande desafio.

No dia da festa parecia saber tudo de cor e mostrava-se relativamente tranquila.

Já no público, com o Eduardo ao colo e as meninas nas suas posições, junto das suas turmas, comecei a ficar nervosa pela Lara. O Milton disse-me que também estava com um certo nervo (ele, que tem uns nervos de aço!) e eu fiquei um bocadinho apreensiva.

A Maria iria fazer algo em grupo e, por isso, não me preocupava tanto. Eu estava mais com receio que a Lara estivesse demasiado nervosa ou que aquilo que estivesse a causar algum stresse a mais.

Estava nisto, quando vejo os meninos começarem a declamar as quadras. A Lara era uma das últimas. Vi, pela expressão da sua cara e pelo seu movimento corporal, que estava nervosa e pouco à vontade.

A determinada altura, quando o G. - o menino que estava ao lado da Lara e era de outra turma - saiu para declamar a sua quadra, vi que a Lara estava de mão dada com o B. outro menino, que é um amiguinho da turma dela  e que estava ao lado do G.

Fiquei extremamente comovida com isto. Eles ficaram ali, de mão dada, como se estivessem a dar força um ao outro, naquele momento de nervos (às tantas estavam a dar a mão por outro motivo qualquer e eu é que estou a compor o filme assim). Quando o G. regressou ainda teve que fazer um esforço para voltar ao seu lugar porque eles não estavam a largar as mãos. Tão fofos. Nesta altura já via a Lara alegre, a rir e muito mais descontraída.

Entretanto chegou a vez da Lara declamar a quadra e ela, muito direitinha, agarrou no microfone e declamou muito bem a sua parte do poema, nem muito alto, nem muito baixo, e nem se enganou numa parte em que se enganava sempre em casa, quando ensaiávamos. 

Fiquei tão orgulhosa! Mesmo cheia de nervos e com vergonha, lutou contra isso e fez o que tinha que fazer.

Minha querida filha crescida!

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