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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 03.12.18

Maria #17

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Estes dias têm sido especialmente desafiantes. 

As miúdas, felizmente, são bastante enérgicas e ativas e, como qualquer criança da idade delas, têm alguma dificuldade em obedecer, ouvir o que nós dizemos e ficar quietas durante muito tempo. 

A hora das refeições tem sido a mais desafiante de todas. Fazer com que as duas comam o jantar sem se sujarem todas, sem levar uma hora inteira, sem se levantarem da mesa e sem brigarem uma com a outra tem sido praticamente impossível. Por isso, a hora de jantar tem sido sempre abrilhantada com uma boa dose de gritos e choros, de crianças e adultos (os gritos, entenda-se, apesar de muitas vezes também ter vontade de chorar).

Nisto, estava eu a dar o jantar à boca à Maria (que já come sozinha há bastante tempo mas para agilizar as coisas tenho preferido ajudar), depois de alguns ralhetes e castigos.

Eu estava ainda com um humor pouco agradável e a Lara tinha acabado de me dizer que só gostava do pai, depois de eu me ter chateado com ela por se ter levantado da mesa.

De repente a Maria, que não se coíbe de ralhar, rabujar e reclamar sempre que lhe apetece, começa a sorrir para mim e a fazer-me muitas festinhas na cara e nos braços. A Lara, não querendo ficar para trás, começa a fazer-me festas no outro braço.

E assim, depois de uma sessão de ralhetes e gritos, a minha filha de 2 anos, vendo-me muito aborrecida, começa a sorrir para mim e a dar-me mimos. 

Como não amar incondicionalmente as crianças se elas próprias são amor na forma mais pura que existe?!

Podemos aprender tanto com os nossos filhos!

Podemos reaprender tudo aquilo que fomos esquecendo à medida que fomos crescendo e sendo moldados por uma sociedade que valoriza tanto a produção e o materialismo e tão pouco o humanismo, a empatia e o amor.

Olhei para a minha filha, tão pequenina, e fiquei completamente desarmada perante a sua capacidade de não guardar rancor (depois de me ter zangado com ela) e de oferecer carinho e amor ao ver a mãe aborrecida. 

Os nossos filhos são mesmo (e nunca duvidei disso nem por um segundo) o melhor do mundo!

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