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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Qui | 22.09.22

Maria #55 A minha filha prefere que eu grite!!!

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Vivo numa luta diária contra a ansiedade e contra os gritos. Os meus, principalmente.

Por qualquer coisa, até sem me aperceber, começo a falar alto, mesmo que não seja a gritar. Sempre que estou muito feliz ou entusiasmada, também tenho a tendência para elevar o tom de voz. É uma característica minha.

Como podem compreender, é desagradável, tanto para mim como para quem está à minha volta.

Por isso, todos os dias tento mudar um pouco. Faço yoga, meditação e, sempre que consigo, faço um esforço consciente para falar mais baixo.

O Eduardo está sempre bem disposto e, se me vê a gritar, vem dar-me beijinhos e abraços.

A Lara, por sua vez, não gosta nada que eu grite e, basta falar com ela de uma forma mais séria, mesmo com voz baixa, e ela já se queixa do tom da minha voz.

A Maria tem uma atitude totalmente inesperada.

Quando estou a fazer um esforço consciente para falar mais baixo e, notoriamente, estou a falar alguns tons abaixo do que eu faria normalmente, a Maria volta-se para mim, muito séria, e pede:

"Para com isso, mãe. Para de falar assim, por favor."

Acho que devo ficar com um ar meio louco quando tento falar de uma forma mais calma. A Maria, claramente, prefere a natureza pura e espontânea das pessoas. Acho que consegue lidar melhor com o que já conhece.



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