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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 30.01.17

“Na prática da tolerância, o teu inimigo é o melhor professor.”

 

Abro aqui uma nova rúbrica que talvez tenha um nome mais pomposo do que o conteúdo.

 

Chamei-lhe dicas de felicidade mas, na verdade, serão reflexões (supostamente baseadas em frases do Dalai Lama) que pretendo que se transformem em práticas diárias na minha vida.

 

Ora bem, começo por vos falar de um grande defeito meu: sou muito intolerante.

 

Sou intolerante com a diferença. Muitas vezes zango-me com o facto das pessoas terem ideais tão diferentes dos meus: zango-me porque algumas pessoas maltratam os animais, porque são egoístas, porque prejudicam os outros gratuitamente, porque me atendem mal numa loja, porque me riscam o carro, porque o vizinho chama a polícia quando o Milton toca guitarra para a filha comer a sopa, porque as pessoas votaram no Trump, etc, etc, etc.

 

Não é fácil não me zangar mas o facto é isso não me ajuda em nada. Não vai resolver a situação e certamente não me vai deixar mais feliz.

 

Se encarar as pessoas que me “tentam azedar o dia” como professores, como meios que me ajudar a melhorar a minha inteligência emocional e o autocontrolo, as coisas mudam completamente de figura.

 

É evidente que não vou ficar feliz quando me riscam o carro mas posso não me zangar. Posso raciocinar sobre isso e perceber que quem o faz é  alguém que está, certamente, em sofrimento. Se puder, arranjarei forma de evitar que o continue a fazer, se não puder, também não vale a pena martirizar-me com isso.

 

Outra situação que me costumava chatear bastante: as pessoas que, online (geralmente anonimamente já se sabe) ou sem ser online, vivem para criticar os outros e para falar de coisas absurdas como se daí dependesse a sobrevivência do mundo: ou porque alguém vestiu uma saia muito curta, ou porque alguém bebe e fuma demais, ou porque alguém diz muitos palavrões, ou porque alguém é isto, aquilo e o outro, mesmo que seja uma paz de pessoa e não faça mal a ninguém. Há pessoas que vivem agarradas à negatividade e só veem mal no mundo.  Há pessoas que tiram uma parte do seu dia para escreverem publicamente coisas para enxovalhar os outros. Há pessoas muito tristes e muito frustradas.

 

Antes, essas pessoas deixavam-me perplexa e, muitas vezes, triste.

 

Hoje, todas as pessoas que potencialmente poderiam mexer com o meu humor, servem-me para evoluir emocionalmente. Observo as suas atitudes, reajo a elas da forma menos emocional possível, reprogramo os meus pensamentos… e esqueço.

 

O resultado disso: Não entrar numa espiral de mau humor só porque uma pessoa foi mal educada connosco de manhã ou porque alguém resolveu tentar chatear-nos um pouco.

 

Tento, mesmo, ser mais tolerante. Claro que isso não se aplica se alguém estiver a ser violento comigo ou com outra pessoa. Há coisas que não se podem tolerar de maneira nenhuma. Mas, regra geral, atitudes como a má educação e a negatividade constante, não nos devem importunar muito. Servem apenas para aprimorarmos a arte do autodomínio.

 

Claro que ainda estou no inicio disto mas já vejo belos resultados. Neste momento é muito difícil ofender-me seja com o que for e chatear-me com a estupidez alheia. O meu humor depende de mim e não dos outros.

 

Às vezes parece uma coisa muito difícil de praticar mas, com o tempo, torna-se um hábito e o resultado é mesmo maravilhoso.

 

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