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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Qui | 16.02.17

Notícias do meu gatinho Acácio

Acácio.jpg

 

Na verdade já não é o meu gatinho, é o gatinho do Bernardo, um colega do meu namorado.

 

Custa-me pensar que o Acácio é o gato de outra pessoa, ele vai ser sempre o meu gato. Ainda o oiço miar pela casa, ainda olho para o sítio onde ele tinha a comida e a água para ver se precisa de reposição.

 

Não o fui ver, mesmo sabendo que podia ir. Quis ir vê-lo e depois desisti. 

Se ele viesse ter comigo, a pedir festinhas como fazia sempre, ou se eu o chamasse e ele viesse a correr, como fazia sempre, não ia conseguir vir embora sem ele. E ia ficar uma semana a chorar... Por isso decidi não ir vê-lo.

 

Todos os dias tenho notícias dele e, às vezes, fotos.

 

O meu namorado trabalha com o rapaz que ficou com ele e, não raramente, envio-lhe uma lista de questões para ele colocar ao Bernardo: Se ele come, onde come, se dorme bem, onde dorme, se deixa que lhe façam festinhas, se pede festinhas, se mia, se foge, se se esconde, como se dá com o outro gato, se faz chichi, e cocó, se o outro gato se dá com ele, se parece assustado, se parece descontraído, se passa muito tempo sozinho em casa...

 

A foto de cima foi tirada um dia depois do Acácio ter ido para a casa nova. Estava dentro de um móvel de arrumação, encontrou um esconderijo. Também já se enfiou num roupeiro, como fazia cá em casa. :)

 

Na foto parece estar ainda nervoso mas creio que já está muito melhor. Passaram alguns dias e ele já come bem, dorme bem e já se aproxima do Bernardo e do seu colega de casa. Também já mia bastante, o que é um sinal de "à vontade" (quando está assustado fica muito caladinho num canto).

 

Ainda me custa muito não o ter aqui, por mim e pelas miúdas que gostavam muito dele (a Maria seguia-o para todo o lado com o olhar) mas sei que foi o melhor para nós e para ele também.

 

Já posso ter as portas de casa todas abertas.

Já não ando sempre  a impedir o Acácio de entrar nos quartos, ou de subir para o sofá, ou de entrar no parque da Maria. 

Já não preciso de obrigar a Lara a lavar as mãos de  cada vez que toca no gato e quer tocar na Maria logo depois. Como é que poderia impedir uma criança de 2 anos de tocar no gato ou na irmã?

Já consigo andar pela casa menos ansiosa de cada vez que via um pelo em cima da Maria (embora ainda encontre um ou outro de vez em quando).

 

Custava-me imenso ter que impedir o Acácio de andar "à vontade". Ele sempre andou onde quis, sempre dormiu connosco e sempre vimos filmes e séries com ele enroscado no nosso colo. E, de repente, ele mal podia circular no mesmo espaço que nós. Não era justo.

 

Sei que foi o melhor, sei que ele está bem e sei que será muito mais feliz do que estava a ser nestes dias connosco.

 

Mas custa-me muito ainda. Mais do que posso descrever.

 

 

 

 

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