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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Seg | 09.07.18

O desfralde da Maria #1 Os primeiros 2 dias em casa

desfralde Maria.jpg

 

Começámos o desfralde da Maria mal ela fez os 2 anos de idade.

Não foi propriamente pela idade mas foi porque começaram a fazer o desfralde na creche e a Maria já mostrava sinais de estar preparada:


- Comunica muito bem e diz claramente chichi e cocó.

- Já fez vários cocós e chichis no bacio.

- Mostra quando tem vontade de fazer chichi ou cocó e diz quando fez.

Como vamos ter mais um bebé daqui a menos de um mês, achámos por bem pedir na creche que iniciassem o desfralde da Maria duas semanas mais cedo do que o previsto (a turma dela foi dividida em duas e ela estava no segundo grupo) com a esperança de que, quando o bebé nascer, o processo já esteja numa boa fase. Em Agosto teremos 3 crianças pequenas em casa e isso poderá, sem dúvida, afetar o desfralde se estiver no início, para além do facto de afetar o nosso sistema nervoso.

De modo que na quarta-feira passada, a Maria foi de cuequinhas para a escola.

De quarta a sexta parece que fez quase todos os chichis na roupa e um ou dois na sanita ou no bacio. Normal. Em casa teve poucos "descuidos" porque nós sentávamos a Maria no bacio durante bastante tempo, entretendo-a com desenhos animados, livros e brinquedos.

E chegou o fim de semana e os primeiros dois dias inteiros de desfralde em casa.

O sábado foi muito difícil. Algo aconteceu durante um dos cocós que a deixou desconfortável e com pânico de estar sentada no bacio (se calhar o facto de se ter sujado muito ou de termos insistido em que ficasse sentada no bacio).

Ou, se calhar, estava só confusa com esta nova situação de fazer chichi e cocó sem ser na fralda e exprimia o seu descontentamento chorando e gritando. O facto é que, a determinada altura, sempre que tinha vontade de fazer chichi avisava e começava logo a chorar, fosse para sentar no bacio ou não.

Nós nunca ralhamos com ela por fazer no chão. O que fazemos é mostrar entuasiasmo e alegria (moderadamente) sempre que fazia um chichi no bacio.

Fosse como fosse, o sábado foi passado com a Maria a berrar e a espernear sempre que a sentávamos no bacio. Via-se mesmo que ela estava a estranhar aquela situação e eu cheguei a ponderar desistir do desfralde por agora.

Fiquei mais apreensiva porque a fralda da noite veio vazia e via-se que ela estava a reter o chichi. Fiquei com receio que ganhasse alguma infeção urinária ou algo do género.

O Milton disse-me para esperarmos mais uns dias para ver se algo mudava entretanto.

Sempre que a Maria estava calma conversávamos com ela sobre o bacio e sobre o uso de cuequinhas. Diziamos que ela agora era uma menina crescida como a Lara e devia fazer chichi e cocó no bacio, que isso era uma coisa boa, blá, blá.

Também lhe demos bastante chá de funcho para ela fazer mais chichi.

Ao fim de algum tempo lá começou a fazer chichi mas sempre a reclamar.

E chegou o domingo. Fralda da noite seca, outra vez.

Mas... de alguma forma, a Maria foi-se acalmando gradualmente e chegou a uma altura em que avisava que queria fazer chichi, ia ao bacio e, calmamente, fazia. Fiquei completamente surpreendida com esta mudança de um dia para o outro. 

Durante o domingo não fez chichi no chão uma única vez! O cocó foi mais difícil e acabou por fazer na fralda, durante a sesta. Tudo bem.

Ainda bem que não desistimos do desfralde ao primeiro dia inteiro sozinhos com ela. Vejo agora que me estava a precipitar levada pelo cansaço de ter duas crianças pequenas a chamar a atenção, as coisas para fazer em casa, e o stress de sentir muito desconforto e dores sempre que me tinha que sentar com ela no chão e levantar-me de novo. O Milton é que estava com a Maria a maior parte do tempo mas se pensarmos que ela ia ao bacio de 10 em 10 minutos porque dizia que queria fazer chichi (embora muitas vezes não fizesse) acabámos por ter que ir os dois à vez porque o outro estava a fazer outra coisa qualquer.

O domingo foi um sonho em relação ao sábado. Já não nos preocupavamos com acidentes porque a Maria avisava sempre antes de fazer chichi e aguentava sempre até chegar ao bacio. Praticamente tivemos um dia normal com duas crianças pequenas. Nem sei explicar isto.

Depois de pensar um pouco mais vejo que a Maria, sempre que é contrariada ou está apreensiva, chora, grita e esbraceja com bastante vigor. É a personalidade dela. Com o desfralde manisfestou-se de acordo com a sua personalidade. Habituando-se à ideia de fazer chichi no bacio acabou todo o choro e o stress. :D

Vamos ver como corre o resto da semana.

Em breve farei um texto sobre as (muitas) diferenças entre o desfralde da Lara e da Maria.
 

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