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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Seg | 12.08.19

O parto: 5 coisas que eu teria feito diferente se soubesse o que sei hoje

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Três partos induzidos depois, todos semelhantes no inicio e com várias diferenças entre eles no meio e no fim, creio que já reúno uma certa autoridade para dar algumas dicas sobre o tema.

Não vou falar do que fiz bem ou mal porque, na altura, fiz o que podia e sabia com a informação que tinha. Vou falar antes do que faria diferente se tivesse o conhecimento que tenho hoje (era bom não era?).

Fazia um plano de parto
Pode parecer um bocadinho desnecessário e, sinceramente, não sei se faria diferença, mas na altura do parto acabamos por ir com a corrente e deixar de lado alguma convicção ou vontade firme que tivéssemos. Acho que até nos esquecemos de como se respira, tal é a vontade de despachar a situação o mais rápido possível.
Por isso, ter por escrito aquilo que esperamos da equipa médica durante o parto é sempre uma garantia, se não do que vai acontecer, pelo menos do que gostaríamos que acontecesse.

Insistia sempre na epidural
Bom, a meu favor digo que esta parte aprendi logo à primeira.
Se no parto da Lara fui na conversa de que é preciso sentir qualquer coisa para fazer força e blá, blá, blá para o parto correr melhor, nas vezes seguintes insisti várias vezes para me reforçarem a epidural. Se não existir nenhuma razão médica relacionada com a saúde da mãe ou do bebé para não fazer (ou reforçar) epidural, não me lixem... Dispenso bem sofrimento desnecessário.
Tive epidural reforçada nos partos da Maria e Eduardo e fez-me toda a diferença em relação ao parto da Lara. Por isso, se quiserem fazer epidural, insistam no vosso direito a ter menos dores. 


Pedia biberão para os meus filhos sempre que quisesse descansar
Isto pode ser polémico, eu sei. Não me interpretem mal nem encarem isto como um conselho (só se quiserem). Mas, se fosse hoje, pedia biberão para os meus filhos de vez em quando.
No caso dos meus três filhos eles eram os únicos que estavam a mamar e eram os únicos que berravam imenso todos os dias. Eu não conseguia dormir nada e estava de rastos. A minha experiência no pós parto, no hospital, foi sempre muito marcada por um cansaço extremo por não conseguir dormir e ter os miúdos sempre a berrar. Ainda tinha o stress de outras mães mostrarem algum aborrecimento com a situação, já que os seus bebés estavam tranquilissimos.

Acredito que o processo de amamentação é diferente para todas as mulheres e que não existem verdades absolutas e métodos infalíveis para fazerem com que a amamentação resulte.

Por isso acho que mesmo que os bebés bebam algum leite artificial no inicio, a amamentação pode fazer-se com sucesso durante muito tempo.

Amamentei os meus 3 filhos (ainda amamento o Eduardo, com um ano) e sou totalmente pró amamentação mas no inicio teria feito diferente.

 

Teria levado menos coisas na mala do bebé
Até me considero uma pessoa bem minimalista mas exagerei no número de roupas que levei na mala do bebé. Fui reduzindo com a segunda filha e terceiro filho mas, ainda assim, foram coisas a mais. Como vivo perto do hospital bastava deixar alguns conjuntinhos preparados em casa que o Milton depois levava, no caso de ser necessário.

Teria deixado comida congelada preparada e teria procurado um bom sitio onde pudesse comprar comida feita
É das coisas que mais dá jeito nos primeiros dias: comida. Depois de ter já filhos pequenos isso ainda se torna mais evidente. Se podemos descurar algumas coisas, como a arrumação da casa, não podemos deixar de comer. E fazer comida com crianças pequenas em casa, além de um bebé recém nascido, pode ser bem desafiante. Por algum motivo, não tive a preocupação de deixar comida feita para ter em casa nos primeiros dias depois do parto.

E vocês? O que teriam feito de diferente em relação ao parto (se é que  fariam algo diferente)?

Podem ler sobre os meus partos aqui, aqui e aqui.

 

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