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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Seg | 20.09.21

Os 7 maiores desafios diários de uma mãe de três

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Há algum tempo, pedi que vocês me dissessem o que gostariam de ler por aqui e a Anita mencionou as dificuldades do dia a dia com 3 crianças pequenas.

Achei um tema excelente, até porque às vezes acho que não falo muito das dificuldades quotidianas que sinto. Parece que nas alturas mais desafiadoras acabo por escrever menos. Na verdade gosto mais de trazer soluções do que problemas, mas falar dos problemas pode fazer parte da solução. Nem que seja para irmos trocando umas ideias, não é?

Então quais são os principais desafios com que tenho lidado?


1- Dar atenção individual a cada um dos meus filhos.
Para mim, com a correria dos dias, é muito complicado dar uma atenção especial a cada um dos meus filhos. Sempre que possível, tentamos passar algum tempo sozinhos com um filho, à vez, mas muito menos do que gostaríamos.
Com a Lara, antes dos irmãos nascerem, fazia muito mais coisas giras e especiais, só as duas e com o Milton. Agora, é realmente difícil.

2- Educar.
Isto, minha gente, é o mais difícil de tudo. Noites sem dormir, birras e tudo o mais não se comparam à responsabilidade que sinto por ter que educar seres humanos. É o mais difícil e, ao mesmo tempo, é o melhor. O primeiro desafio passa por nos educarmos a nós próprios. Somos o principal exemplo dos filhos e não adianta de nada querermos que eles sejam algo que nós não somos. Falo por mim. Todos os dias faço um esforço consciente para ser mais organizada e, principalmente, mais calma. É muito difícil e já vejo nos miúdos algum nervosismo parecido com o meu. Isto, é o que mais me custa. Todavia, o que faço é conversar muito com eles. Explico-lhes, inclusive, porque é que sou tão ansiosa e o que faço para melhorar. Eles veem-me a fazer Yoga e meditação e já sabem que, a partir do fim da tarde e à noite, fico meio descompensada.

3- Encontrar tempo para mim e para o casal.
É complicado, mas fazemos por ter esse tempo. Às vezes, eu e o Milton almoçamos juntos enquanto os miúdos estão na escola e, mais raramente, tiramos um dia de férias para estarmos só os dois. Claro que passamos metade do tempo a falar dos miúdos mas, mesmo assim, é muito bom.
Para mim, tento tirar uma hora por dia, de manhã, para fazer Yoga e meditação, mas nos últimos tempos não tenho conseguido acordar cedo. Neste caso é uma questão de força de vontade e organização.

4- Viajar.
Nem sei se é bem uma dificuldade porque nem tentámos. Nunca viajei de avião com os 3. Neste momento, parece-me impossível. Bagagens, miúdos a correr de um lado para o outro em locais desconhecidos, é simplesmente um cenário em que não me quero colocar este ano.
Para o ano, logo se vê. Para já, fomos acampar, aqui na ilha mesmo, e foi uma maravilha.

5- Gerir a relação e os ciúmes entre irmãos.
Quem não é novo por aqui, sabe que sempre quis ter irmãos. Nunca tive e, talvez por isso, romantize muito a relação entre irmãos. Custa-me especialmente, por isso, ver os meus filhos a brigar. Quem tem irmãos já me disse que é super normal e não invalida, de forma nenhuma, que venham a ser grandes amigos no futuro. Estou a contar com isso.
Para já, vou usando alguns truques para gerir a relação deles. Escrevi sobre isso aqui.
Outra coisa que me deixa mal é quando revelam ciúmes uns dos outros em relação a mim. Juro-vos que é-me impossível pensar que algum dos meus filhos se sinta menos amado que outro. É algo que me custa mesmo muito. Sei e compreendo que existam afinidades diferentes mas, para já, nunca poderia dizer que que me dou melhor com uns filhos do que com outros. Claro que tenho maior tolerância com o Eduardo, que é mais pequeno, mas essa tolerância tende a diminuir à medida que ele vai crescendo e espero um comportamento diferente dele. Acho que é mais por aí. O Milton diria já que não é nada assim, mas ele é livre de vir aqui comentar nesse sentido. :P


6- A logística de roupas, livros e brinquedos.
Isto eu resolvo com o minimalismo e muita organização (tanta quanta a que eu consigo ter). É muita roupa para lavar, brinquedos para arrumar e material escolar para organizar. O trabalho existe e, por mais que me organize, há sempre muito esforço associado.
Apesar de eu e o Milton repartirmos todas as tarefas de casa, esta parte da organização das coisas dos miúdos fica para mim. Na verdade, gosto de o fazer. Tenho uma costela (muito ténue, diga-se) de Marie Kondo. Toda a roupa da estação dos miúdos está num roupeiro de duas portas, todo o material escolar em duas pequenas secretárias e uma estante, e todos os brinquedos num móvel de arrumação e 2 baús. Cá em casa, o minimalismo é a solução. Temos o que precisamos, sem grandes excedentes.

7 - As consultas médicas, reuniões da escola e outros eventos.
Felizmente, tanto eu como o Milton, trabalhamos em empresas e com pessoas que nos permitem ter flexibilidade para estes assuntos. No nosso caso, trabalhamos por objetivos, embora com horário normal, e podemos fazer o que necessitamos e compensar o trabalho de noite. Tem corrido muito bem, mas é sempre estranho quando tenho 3 consultas na pediatra num mês, ou 3 reuniões da escola. Parecendo que não, faz uma diferença.

Por aqui são estes os maiores desafios que sinto como mãe de três crianças pequenas.
O facto é que sinto, também, que as coisas tendem a melhorar bastante, principalmente no que diz respeito à logística e ao trabalho mais físico relacionado com os filhos.
As questões tornam-se diferentes e os desafios são outros.

E por aí, quais são as maiores dificuldades da parentalidade? De pessoas com 3 filhos ou com 2 ou 1.

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