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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

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Qua | 17.08.16

Porque nunca devemos deixar o pai ir sozinho ao pediatra

otite

 

A Lara estava adoentada há uns dois dias. O costume: febre, falta de apetite, prostração, choro, respiração acelerada... Decidimos que teria que ir ao pediatra.Por algum motivo eu não pude ir com ela ao médico (provavelmente estaria a trabalhar) e o pai levou a Lara ao pediatra.

 

Como era uma urgência acabámos por ir ao pediatra que estava disponível na altura no Centro Pediátrico, que é o pediatra do filho de uns amigos e do qual já tinhamos ouvido falar muito bem.

 

Estiveram algumas horas no Centro Pediátrico porque a Lara precisou de fazer aerossóis e, quando regressaram, à noite, o Milton fez um resumo da consulta e indicou-me todos os medicamentos que a Lara teria de tomar. Tinha uma otite e algo como uma bronquite e teria de tomar antibiótico, xarope e colocar umas gotas nos ouvidos.Fizemos tudo direitinho (pensávamos nós) e em alguns dias ela pareceu melhorar.

 

Na verdade, pareceu-me melhorar à mesma velocidade com que melhorava em outras situações semelhantes, nem mais depressa, nem mais devagar mas isto posso ser eu a ser tendenciosa. O facto é que não aprecio nada a ideia de lhe dar antibióticos e esta era a primeira vez que o fazia...

 

Tivemos que lhe dar a medicação durante uns dias e, o mais chato era colocar-lhe as gotas nos ouvidos. Aquilo era muito oleoso e estava sempre a sair do ouvido, sujando a roupa e a cara da Lara. Um dia, resolvi ler o folheto do medicamento, só para ver exatamente do que se tratava.

 

A Lara já tinha tido os ouvidos inflamados e nunca tinha colocado gotas. Se bem que agora tinha uma otite mais grave.Li a descrição do medicamento, para que servia e... como se administrava.Parou tudo.As gotas deviam ser inseridas... na boca. Administração oral dizia lá.

 

Bem... eu só não arranquei os próprios cabelos e me coloquei aos gritos histérica porque fui acometida por uma surpresa tão grande que não sabia se havia de rir ou chorar...Lá perguntei ao Milton o que se tinha passado e ele não conseguiu explicar bem aquilo.

 

Provavelmente o médico disse-lhe que lhe ia receitar umas gotas para os ouvidos e ele percebeu que era para introduzir as gotas nos ouvidos. As gotas eram para os ouvidos, para tratar o problema dos ouvidos, não para colocar nos ouvidos... Enfim. Durante uma semana a miúda ficou com os ouvidos bem oleados.

 

Claro que me pus logo a fazer todo o tipo de testes auditivos inventados à pressão para ver se a minha filha não estaria meio surda. Punha-me atrás dela e chamava-a baixinho. Oferecia-lhe uma bolacha à distância...

 

Fazia barulhos estúpidos para ver se ela reagia e outros testes do mesmo género. Pareceu-me tudo normal.Entretanto, fomos à pediatra dela e explicámos a situação (não sem sentir alguma vergonha). Parece que não foi grave e daí não viria mal ao mundo... nem à Lara.

 

Enfim... Tivemos mais sorte que juízo.

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