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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sab | 03.12.16

Quando era pequena o meu principal brinquedo era a minha imaginação

Sou filha única e nunca tive primos a viver perto de mim, nem sequer na mesma localidade. Vizinhos da minha idade também não tinha. Lá de vez em quando, o neto ou a neta de uma vizinha apareciam para brincar mas, na maior parte do tempo, brincava sozinha.Claro que tinha sempre um adulto comigo, normalmente a minha avó que era e é muito querida, mas tinha os seus afazeres e, naquela altura, não se "usava" brincar com as crianças.De modo que eu passava o tempo todo a brincar sozinha.A partir dos 8 anos, quando mudámos para outra casa em frente da casa da minha avó, onde tinhamos vivido até então, passei a ter um quarto dos brinquedos. Era ali que tinha quase todos os brinquedos e bonecas e era ali que passava a maior parte do tempo.Apesar de sempre ter gostado de brincar com bonecas - ainda gosto conforme expliquei aqui - lembro-me de passar muito tempo a imaginar histórias e personagens e a desenhá-las. Pintava quadros de princesas com aguarelas e guaches, desenhava "bonecas modelo" com roupas estranhíssimas que eu inventava, fazia casas de bonecas com paredes de esferovite, que pintava de verde. Ainda com esferovite fazia camas, sofás, mesas e tudo o que era preciso para ter uma casa para a barbie. Com restod de tecidos que existiam sempre por casa fazia cortinas, roupas de cama e almofadas.Escrevia e ilustrava histórias em que os personagens eram os meus tios e primos da parte da minha mãe. Cheguei a "encadernar" numa capa plástica uma dessas histórias e a mostrá-la a alguns dos meus tios. Tinha desenhos feitos por mim em todas as páginas. Acabei por a perder quando a levei para casa da minha avó materna.Tinha vários desenhos meus colados  nas paredes do quarto de brincar e alguns pendurados do teto.Lembro-me de recortar os alimentos dos folhetos do supermercado, colá-los em cartão e escrever os preços atrás. Depois, guardava-os em caixinhas de bolachas e tinha ali um supermercado inteiro. Brinquei "às lojas" com aqueles produtos de papel durante anos. Depois acabei por dá-los a uma prima mais nova.Também tinha um diário onde escrevia com afinco e regularidade. Tenho vários desses diários guardados. Outros perderam-se com o tempo.No meu tempo de criança inventávamos muito. Gostávamos de mexer em papel, em cola, de ver nascer casas, roupas de bonecas, corpos de bonecas, móveis e tudo o que a nossa imaginação pudesse criar a partir de folhas de um carderno e lápis coloridos. Acho que as crianças ainda gostam disso.Hoje em dia as coisas são mais fáceis e mais imediatas mas ainda existem brinquedos giros que simulam um pouco a simplicidade que existia antes.Como os livros abaixo.O meu preferido é o primeiro:  tão amoroso e vintage!Parecem-me uma alternativa graciosa e muito bonita ao iPad e aos jogos eletrónicos. Não estimulam tanto a imaginação com uma cartolina branca e meia dúzia de lápis de cor mas, mesmo assim, acho que fariam as delicias de qualquer criança.

Para verem mais sobre os livros é só clicar nas imagens.

 

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