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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 15.09.16

Sou mãe há dois anos e meio

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E, às vezes, sinto-me absolutamente amadora nesta coisa maravilhosa e complexa que é a maternidade.Com dois anos e meio a Lara surpreende-nos todos os dias.

 

O meu bebé transformou-se numa menina cheia de genica e personalidade, uma menina que tem tanto de encantadora como de desafiadora e que faz surgir em mim uma pessoa totalmente desconhecida.Vejamos:- Neste momento a minha filha fala pelos cotovelos, repete tudo o que dizemos e está extremamente comunicativa.

 

- Continua uma macaquinha para mal dos meus nervos. Dá cambalhotas, saltos, trepa a tudo o que vê, faz a espargata nos sofás e todo o tipo de acrobacias em qualquer lado onde esteja. Não raramente cai e bate com a cabeça ou a boca ou o nariz e eu fico cheia de vontade de a manter sempre de joelheiras e capacete.

 

- Quer fazer tudo sozinha o que torna o acto de sair de casa muito lento. Quer empurrar o carrinho da irmã, colocar os cintos de segurança da cadeira sozinha, subir para a sanita e despir-se sozinha, lavar as mãos, pés e dentes sozinha, etc, etc, etc.

 

- Por outro lado pede-nos muitas vezes para lhe dar-mos a comida à boca, embora saiba comer sozinha desde os 12 meses.

 

- Começa a argumentar de uma forma engraçada. Se lhe peço um beijinho e não lhe apetece sai-se com esta: "A Lara dá um beijinho à mamã amanhã sim? Amanhã."- Brinca com outros meninos e conversa com eles. Abraça-os e dá-lhes beijinhos na boca (talvez tenha que contrariar esta parte).

 

- Ainda lhe custa muito partilhar. Só com muita negociação aceita emprestar um brinquedo. Ainda está muita na fase do "É meu." mesmo que o objeto que tenha na mão não seja dela mas de um amiguinho.

 

- Faz birras enormes e muito barulhentas. Este é um dos nossos maiores desafios. Raramente perco a paciência mas questiono-me, muitas vezes, se estarei a fazer alguma coisa mal, se lhe estou a dar a atenção suficiente ou se estes episódios são apenas uma fase que vai passar. Em breve farei uma publicação sobre a forma como lido com as birras da Lara.

 

- É extremamente carinhosa com a irmã e todos os dias lhe dá beijinhos e faz festinhas. É mesmo muito amorosa na forma como fala com a Maria para a acalmar. Parece uma menina mais crescida e ajuizada. Tem sido uma surpresa maravilhosa ver a Lara como irmã mais velha.Desde que a Maria nasceu que tenho aprendido coisas giras sobre isto de ser mãe de duas.

 

- A mais importante é que o amor não se divide mas multiplica-se (sim, eu sei que é um grande cliché mas há muita verdade neste cliché).

 

- Os receios que tinha de tomar conta das duas ao mesmo tempo vão-se dissipando cada vez mais. Não só é possível tomar conta das duas ao mesmo tempo com sucesso como ainda faço mais coisas com as duas do que fazia só com uma.

 

Claro que existiram momentos muito difíceis - um dia fugi para a casa de banho a chorar durante uma birra descomunal da Lara e pedi ao meu namorado para vir mais cedo para casa - mas são muito poucos e fazem-nos aprender imenso.

 

- Cada vez mais sinto que é maravilhoso ter duas filhas com 2 anos de diferença. Sinto que é melhor a cada dia.E pronto, cá vai mais um cliché: na minha vida não faltaram experiências e aventuras várias mas a maternidade é a melhor de todas.

 

Depois de ser mãe, aprendi que todas as verdades absolutas que tinha como certas não estavam nada certas.

 

Aprendi sobre o amor incondicional e soube que o egoísmo tem cura.

 

Aprendi a paciência, e tive vontade de aprender coisas que sempre achei que não eram para mim.

 

Aprendi a ser mais do que uma boa mãe, aprendi a tornar-me uma pessoa melhor e com valores bem definidos, alguém que sirva de modelo às minhas filhas e lhes possa ensinar a bondade, a ética, a curiosidade e a determinação através de exemplos e não de palavras.

 

Aprendi a falar menos e a ouvir mais (ainda tenho muito a melhorar, eu sei).

 

Aprendi a reclamar mais mas nas horas certas.Aprendi a ser mais tolerante e empática.

 

Aprendi a acalmar outras pessoas quando eu também estou cheia de nervos.

 

Aprendi a ser simpática e agradável com as pessoas mesmo quando me sinto zangada com elas (mais uma aprendizagem que ainda tem um longo caminho pela frente).

 

Atenção que aqui não se trata de fingir sentimentos mas sim de não despejar as minhas frustrações de uma forma inútil e desagradável. Trata-se de gerir melhor as minhas emoções.Aprendi a ser mais organizada e a usar melhor o meu tempo.E tenho ainda tanto que aprender.

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