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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 23.07.17

Tenho cá para mim que andamos a fazer um bom trabalho

Larinha e pipocas.jpg

 

 

Pelo menos é nisso que quero acreditar.

O que se passa é que a Lara não liga nenhuma a doces.

Até aos 2 anos praticamente não comeu nada com açúcar adicionado (à exceção de bolacha Maria e mesmo assim com muita parcimónia).


Não foi fácil fazer isso e ainda passei por uma ou outra situação menos agradável, como uma vez em que num café lhe deram um chupa chupa (tinha ela 18 meses) e ficaram ofendidos porque eu não a deixei comer (e ela nem estava a insistir porque nem sabia o que era aquilo). Foi aborrecido e dei por mim a ter que passar por uma situação desnecessária de conflito porque queriam decidir o que é que eu devia dar à minha filha. Aconteceram algumas situações desse género e, até aos 2 anos, nunca cedi (mesmo no dia do seu aniversário em que comeu apenas um bolinho sem açúcar que fiz para ela).

O facto é que ela nem pedia. Ela não conhecia e não pedia. Mas as pessoas insistiam que ela seria mais feliz se comesse doces e que eu era uma nazi por não lhe permitir essa felicidade. Não me vou estender mais sobre isso porque já falei muito sobre esse assunto aqui.

A partir dos 2 anos e alguns meses eu e o pai decidimos que, se ela pedisse para comer doces, íamos deixar. Por acaso ela até já tinha pedido para provar cerveja ou vinho (o que nunca fez, obviamente), quando nos via a beber, mas doces não (se calhar porque nunca há em casa).

Sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, em festas de aniversário e outros convívios com crianças havíamos de ter alguma situação em que ela pediria para comer doces e achámos por bem deixá-la comer doces uma vez por semana.

E assim tem sido. E, à exceção de um dia em que queria comer smarties de chocolate às mãos cheias, e tivemos de a tirar da sala com uma grande birra, nunca mais tivemos grandes problemas com os doces.

Já provou muitas coisas, sempre com moderação, e nunca existiram exageros ou discussões. Geralmente ela come um bocadinho de gelado, ou um bocadinho de bolo, ou um ovinho de chocolate na páscoa e não passa disso. É raro comer doces todas as semanas. Se calhar come uma ou duas vezes por mês (ou menos).

Continuo a não oferecer doces e faz-me muita confusão quando alguém lhe oferece ou lhe tenta dar à boca. Mexe-me com os nervos.

Nos jantares, quando chega a hora da sobremesa e os doces estão na mesa, ela nunca pede. Não se interessa. Às vezes pede gelado e nós damos e ela acaba por não comer quase nada. Ou diz que não quer e prefere gelatina.

Por isso fico cheia de nervos quando alguém lhe diz: “Mas prova este bolo querida. É bom. Anda cá que dou-te uma colherzinha à boca!”

 Really?!!!! Really, really?!!! Para quê minha gente? Para quê oferecer açúcar a uma criança que, notoriamente, não está interessada?!

Insistimos com sopa, legumes, carne, fruta… não com bolos, não é?!

Digo eu, que sou uma excêntrica.

Isto para dizer que a Lara gosta de pipocas. E, nas festas populares aqui da terra, compramos-lhe um pacote de pipocas (por festa e não por dia).

No outro dia descobri um quiosque de rua que vende pipocas sem nada, nem sal nem açúcar. E comprei-lhe essas.

E ela adorou. Comeu as pipocas com a mesma satisfação com que as comeria doces.

A rapariga não gosta muito de doces. Com quase 3 anos e meio não me pede um gelado, um chocolate ou um bolo.

Se contribuímos para isso com a nossa forma de a educar? Quero acreditar que sim  mas nem sequer é muito relevante. Com a Maria vamos proceder da mesma forma.

Posto isto, para quem estiver interessado, deixo algumas das coisas que fazemos, em jeito de dicas:

- Não temos doces em casa. Não temos porque não comemos. De vez em quando há um chocolate ou outro, mas é raro.

- Também não temos fritos ou snacks pouco saudáveis. Costumamos ter frutos secos, que a Lara come muito bem.

- Não vacilamos quando familiares ou outras pessoas querem oferecer doces aos nossos filhos. Não temos que agradar a ninguém. O que temos que fazer é cuidar o melhor que soubermos da saúde dos nossos filhos. Os nossos deveres são em primeiro lugar para com a saúde dos nossos filhos.

- A partir de uma certa idade (a idade que os pais acharem adequada, pode ser 2, 3 ou 4 anos) não tornar os doces um tabu. Deixa-los provar doces na medida do razoável (para mim rebuçados ou algodão doce é algo um bocadinho impensável mas cada um saberá de si). Se os proibirmos completamente, o resultado é capaz de não ser o que esperamos e podem desenvolver uma relação pouco saudável com a comida. Acredito que se lhes oferecermos só comida saudável até aos 2 anos, eles próprios não terão grande inclinação para outras coisas mais tarde.

- O segredo está no equilíbrio. Comer um bocadinho de tudo. Nós não comemos muitos doces, mas comemos pizza de vez em quando. Fazemos pizza caseira regularmente e fazemos bolos sem açúcar muitas vezes.

É isso. Espero que este texto tenha feito algum sentido para vós.

Como fazem aí em casa. Aceitam-se todas as opiniões e mais dicas. :P

2 comentários

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    Purpurina 24.07.2017

    :) Que bom. Enche-me a alma perceber que outras pessoas pensam assim. :) Às vezes sinto-me uma verdadeira ET e é reconfortante perceber que há cada vez mais pais e mães conscientes da importância da alimentação (e de dar um bom exemplo em casa) para a saúde futura dos filhos.
    A nossa vida seria muito mais fácil e saudável se mais pessoas pensassem assim. :)
    Resta-nos tentar dar o melhor exemplo possível. ;)
    Beijinhos
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