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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

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Qua | 12.12.18

Ter três filhos pequenos: os maiores desafios

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Cá em casa somos 5 e é uma maravilha, a família com que sempre sonhei, mesmo sem saber.

Gosto que sejamos tantos, gosto do barulho na casa, da agitação constante, do facto de estarmos sempre uns em cima dos outros por opção, de ter sempre alguém a pedir a minha atenção e agarrado às minhas pernas. Neste momento, a minha felicidade é feita destas coisas e, mesmo quando estou aos gritos e bastante arreliada, tenho perfeita consciência de que estou feliz.

Mas ninguém se engane: ter um, dois ou três filhos é desafiante. E apresenta desafios diferentes em cada idade.

O bebé, por exemplo, é um amor mas exige colo sempre que está acordado e, de noite, acorda uma média de 3 vezes para mamar. 

A Maria está na maravilhosa fase dos 2 anos, em que nos surpreende todos os dias com novas gracinhas e muitas birrinhas.

A Lara já está mais crescida e compreende melhor a maior parte das coisas, quando quer. E muitas vezes não quer, principalmente nos assuntos respeitantes à irmã.

Mas o maior desafio de todos é controlar as minhas próprias emoções, limitar as expetativas e aceitar que não tenho tempo para tudo e que muitas coisas têm que ficar para trás. E que está muito bem assim.

Nós mães e nós mulheres (ou muitas de nós) queremos chegar a todo o lado e queremos fazer tudo bem. Eu gostava de brincar todos os dias com as minhas filhas de uma forma presente, ter a casa impecável, fazer todos os dias comidinha caseira e saudável, fazer meditação todos os dias e ainda estar sempre alegre e bem disposta. Para além disso gostava de estar bastante presente para a família e amigos e, porque não, ter um tempinho para mim de vez em quando. E escrever no blogue todos os dias. E ler pelo menos metade dos livros que desejo ler. E aprender a cozinhar mais e melhor. E voltar a fazer Yoga numa academia. 

Ahahahahahahah

O mais difícil mesmo é fazer as coisas mais devagar, estar presente a cada momento e aceitar que nem tudo sai como planeado.

É esta a minha luta diária. 

Eu sei que quando estou mais presente e mais paciente os desafios não mudam, mas muda a minha reação a eles. Consequentemente há menos stress, menos gritos e menos chatice.

Acredito que estou a melhorar bastante. Para isso tem contribuido a meditação e a reflexão consciente.

Faço as coisas menos à força e mais à base da negociação. Tento, genuinamente, perceber as emoções dos meus filhos antes de começar a criticá-los. Tento envolvê-los nas tarefas de casa para poder estar com eles e, ao mesmo tempo, fazer o que há para fazer. E, mais importante que tudo, tento ter sempre um tempo de qualidade com cada um dos meus filhos.

Ainda tenho um longo caminho a percorrer mas acredito que quando a paciência se tornar um hábito, a minha vida mudará completamente. 

É difícil minha gente, é mesmo difícil. Mas acredito que é possível.




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